Processo evolutivo recente da batéria que provoca a gonorreia pode ter consequências em sua habilidade de adaptação aos seres humanos
![]() |
Cultura de 'Neisseria gonorrhoeae', bactéria que provoca a gonorreia |
SÃO PAULO - Pesquisadores norte-americanos descobriram pela primeira vez evidências de transferência direta de fragmentos do DNA humano para o genoma da bactéria que provoca a gonorreia, a Neisseria gonorrhoeae. O estudo, publicado na revista mBio, descreve o que parece ser um evento recente da evolução dessa bactéria.
A descoberta sugere que a gonorreia tem a habilidade de adquirir DNA de seu hospedeiro para desenvolver novas cepas de si mesma, mas ainda é incerto se esse evento proporcionou uma vantagem evolutiva para a bactéria, segundo os cientistas.
Segundo os pesquisadores, essa descoberta é significativa por mostrar que as espécies podem dar grandes passos evolutivos quando conseguem "pegar" pedaços de DNA de outras espécies. Nesse caso, como a bactéria conseguiu pegar um pedaço do DNA de seu hospedeiro, isso pode ter diversas consequências em relação a quão bem ela pode se adaptar nos humanos.
A transferência de genes foi descoberta quando as sequências genômicas de diversas bactérias foram isoladas e três de 14 desses pedaços isolados continham sequências onde as bases de DNA eram idênticas a um elemento encontrado em humanos. Os pesquisadores sequenciaram esses trechos para confirmar que eram idênticos ao humano. A pesquisa também descobriu que essa sequência humana estava presente em cerca de 11% das culturas de bactérias estudadas.
Os pesquisadores também procuraram DNA humano na bactéria que causa a meningite, aNeisseria meningitidis, por ser muito similar à gonorreia, mas não encontraram nada. O que sugere que esse é um evento evolutivo muito recente. Segundo os pesquisadores, o próximo passo agora é compreender o que esse trecho de DNA humano realiza.
Os cientistas já tinham conhecimento do processo de transferência de DNA ocorrendo entre bactérias diferentes e entre bactérias e células de levedura, mas entre bactérias e DNA humano era um processo ainda desconhecido.
A descoberta oferece informações sobre a evolução da bactéria assim como sua habilidade de continuamente se adaptar e sobreviver em seus hospedeiros humanos. A gonorreia, que é transmitida pelo contato sexual, é uma das doenças mais antigas conhecidas e uma das poucas exclusivamente humanas.



O presidente da
Ligia Bahia, vice-presidente da
O médico sanitarista Gastão Wagner de Sousa Campos, Conselheiro da
A
Estão disponíveis no site do Núcleo de Estudos em Saúde Pública, do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da Universidade de Brasília (NESP/CEAM/UnB), as imagens e vídeos da visita realizada em janeiro pelo Secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Prof. Dr. Luiz Odorico de Andrade, acompanhado pelo Diretor do Departamento de Articulação Interfederativa, Prof. André Luiz Bonifácio. Participaram do encontro professores do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), representados pelo Prof. Dr. Márcio Florentino, chefe do Departamento; professores da Faculdade de Ceilândia; pesquisadores; estudantes de graduação e pós-graduação, com destaque para os estudantes do curso de graduação em Gestão de Saúde Coletiva do DSC da Faculdade de Ciências da Saúde-FS e convidados, entre eles o presidente do Centro de Estudos Brasileiros de Saúde (CEBES), Dr. Roberto Passos Nogueira; e o Prof. Dr. Volnei Garrafa, coordenador da Cátedra UNESCO de Bioética/UNB. Segundo a coordenadora do NESP, Profa. Dra. Maria Fátima de Sousa, “a proposta do encontro foi ampliar o diálogo entre os professores pesquisadores do NESP e os dirigentes da SGESP/MS”. Durante a sessão dialogada as discussões centrais foram sobre os desafios atuais do Sistema Único de Saúde e do papel estratégico que a 14ª Conferência Nacional de Saúde deve assumir na construção de novas idéias que possam fermentar e alimentar as forças vivas da sociedade e do governo rumo ao acesso, com acolhimento e qualidade para todas as famílias brasileiras, no lugar onde vive e trabalha. “A visita foi muito visionária no sentido do encontro entre gerações, na defesa permanente da Agenda do Movimento da Reforma Sanitária”, explicou Fátima de Sousa. Veja imagens e vídeos da visita no site do NESP em 