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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sincronização do estro em ovelhas - Protocolo longo x curto



Maria Emilia F. Oliveira
Doutoranda Reprodução Animal - UNESP/FCAV 
www.mariaemilia.vet.br
Como discutido nos artigos "Uso da PGF2α na sincronização de estro em pequenos ruminantes" e "Protocolo OVSYNCH - sincronização do estro em pequenos ruminantes", o uso da prostaglandina restringe-se a fêmeas cíclicas, por apresentar ação direta no corpo lúteo. Tratamentos com progesterona ou progestágenos são ferramentas disponíveis para indução e sincronização de estro independentemente da condição ovariana da fêmea. Neste sentido, protocolos de longa ou curta duração são amplamente utilizados em pequenos ruminantes. Apresentaremos neste artigo a compilação de resultados publicados por nosso grupo sobre a eficiência de protocolos de curta ou longa duração na resposta de estro e taxas de concepção e prenhez em ovelhas Santa Inês (Oliveira et al., Reproduction in Domestic Animal, v.43, p.74, 2008).

Neste estudo utilizaram-se 169 ovelhas Santa Inês, separadas em dois grupos: G - Protocolo longo (n=82) e Protocolo curto (n=87). Os esquemas dos protocolos utilizados no experimento estão apresentados na Figura 1.


Figura 1 - Esquema dos protocolos de curta e longa duração, utilizados na sincronização do estro em ovelhas Santa Inês.




A resposta de estro foi avaliada com auxílio de rufiões durantes os três dias posteriores aos protocolos hormonais a fim de verificar a eficiência na sincronização do estro. Independentemente da manifestação de estro as fêmeas dos dois tratamentos foram inseminadas por laparoscopia 54 horas após a retirada dos implantes. Observou-se que 91,46% e 82,75% das fêmeas dos grupos tratados pelos protocolos, longo e curto, respectivamente manifestaram estro. Não foi observada diferença significativa para esta variável (P>0,05). O intervalo médio entre o final dos protocolos e início do estro foi de 33,52 ± 11,67 e 36,16±15,07 horas para os protocolos, longo e curto, respectivamente (P>0,05). Em ambos os grupos, o início de estro foi distribuído entre 6 e 54 horas após a retirada dos dispositivos (Figura 2). A maior incidência foi observada às 30 horas (39,75%) e às 48 horas (20,48%) para os grupos tratados pelos protocolos, longo e curto, respectivamente.


Figura 2 - Histograma da distribuição do início de estro em ovelhas Santa Inês tratadas com protocolos de longa e curta duração. 

As taxas de concepção e prenhez não mostraram diferenças entre os grupos (G-Protocolo Longo: 62,66% e 57,31%; G-Protocolo Curto: 56,94% e 47,12%, respectivamente; P>0.05). 


Os resultados do presente estudo mostraram que a eficiência dos protocolos com progestágeno de longa e curta duração é similar em ovelhas da raça Santa Inês.

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