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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Brasileiros começam a testar sistema de telemedicina

Telemedicina

Pesquisadores brasileiros começaram a testar um ambiente de videocolaboração em saúde.

Os testes de uso da ferramenta consistem na transmissão de cirurgias em tempo real para a sala de telemedicina, onde professores e estudantes podem interagir através da ferramenta com o médico que está realizando o procedimento na sala de cirurgia.

O grupo atua em parceria com o Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

O objetivo é testar na prática a infraestrutura de hardware e software que está sendo desenvolvida pelo grupo para oferecer suporte a diversos cenários de colaboração remota em saúde.

Além das videoconferências

No mês de junho serão duas cirurgias.

A intenção é atender pelo menos uma cirurgia a cada mês. "Ao participar das cirurgias, vemos, na prática, o que devemos adaptar e quais são as necessidades dos médicos e professores durante as aulas", explica Erick Melo, Gerente Técnico do projeto.

O acompanhamento das cirurgias à distância é apenas uma das funcionalidades da ferramenta desenvolvida pelo grupo.

Na área de saúde, o sistema pode ainda facilitar a comunicação entre médicos de diferentes pontos do país para capacitação e pedidos de segunda opinião, além de possibilitar a realização de diagnósticos a distância.

Isso evita deslocamentos desnecessários de agentes de saúde e pacientes, colaborando não somente para ampliação do atendimento em saúde como também para a economia de recursos.

Nas áreas de telemedicina e telessaúde, a ferramenta é uma alternativa aos equipamentos tradicionais de videoconferência, oferecendo vantagens como um custo menor e a possibilidade de adaptação do software às necessidades especificas da telemedicina, além da utilização de equipamentos comuns para fazer ligações ponto a ponto, ou multiponto.

Ensino de medicina à distância

Com o sistema, enquanto em uma sala está sendo realizada uma cirurgia, em outra está uma turma de alunos ou residentes do curso de medicina, acompanhada de um professor.

Com o auxílio de uma estrutura de três câmeras na sala de cirurgia - uma móvel, uma no foco cirúrgico e uma endocamera (interna)- e uma tela na sala de telemedicina, a ferramenta possibilita a interação em tempo real entre estes dois ambientes.

"A tecnologia traz um diferencial em relação ao ensino. Os estudantes acompanham em tempo real e com imagens de alta definição os procedimentos, o que possibilita o reconhecimento de estruturas anatômicas que somente poderiam ser observadas em aulas práticas", explica o chefe da Divisão de Cirurgia do Hospital Universitário da Universidade Federal da Paraíba, Geraldo Cunha Filho.

Identificado gene causador da rara síndrome da fibromatose gengival

Gene da síndrome

Uma equipe internacional de pesquisadores acaba de descobrir o gene causador da síndrome da fibromatose gengival e anomalias dentais.

A doença é raríssima e as manifestações mais graves podem incorrer em retardo mental, além de os portadores apresentarem dificuldades na mastigação e na fala.

A descoberta foi feita por cientistas da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, da Unicamp, da Universidade de Montes Claros, em Minas Gerais, da Universidade de Manchester, no Reino Unido, e da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos,

Fibromatose gengival

Em geral, a fibromatose gengival promove o crescimento exagerado da gengiva a ponto de cobrir a coroa dos dentes, impedindo a higienização adequada.

A síndrome pode apresentar ainda a malformação do esmalte dental e/ou amelogênese imperfeita, que tornam os dentes mais suscetíveis à cárie, além de interferir na estética.

A somatória de todas essas manifestações foi descrita como uma síndrome rara pelo professor da Área de Patologia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Ricardo Della Coletta, em 2008, quando se investigou uma família em que a doença está sendo transmitida de geração para geração.

Naquela época, a descoberta e a caracterização da doença mereceram destaque no periódico americano Journal of Periodontology. Relatos isolados da síndrome também foram reportados na África do Sul, na Turquia em alguns países da América Latina.

No entanto, Coletta alega que a expressão fenótipa é variável. Ou seja, não necessariamente todos os pacientes possuem as manifestações juntas.

Descoberta do gene

A descoberta do gene causador da síndrome foi publicada recentemente em uma das principais revistas do mundo na área de genética humana, a The American Journal of Human Genetics.

O próximo passo das investigações conduzidas pelos pesquisadores do grupo internacional será a caracterização da função normal do gene para, então, se entender porque esse defeito causa a síndrome.

"Nós temos a síndrome, o gene e uma correlação entre eles. No entanto, o mecanismo que faz com que a doença se desenvolva ainda é desconhecido", destaca o professor Ricardo Coletta. Para isso, os pesquisadores vão buscar semelhanças com os casos já reportados em outros países e definir se são causados por mutação do mesmo gene ou não.

Há que se observar, explica Coletta, que nenhuma outra doença já descrita tem este tipo de defeito, pois não se trata de polimorfismo - ou variações genéticas. Para ele, as características do achado não se assemelham com as alterações que acontecem frequentemente na população brasileira. Daí, os subsídios de que o defeito seja o causador da síndrome.

Muitas doenças que se apresentam de forma isolada, acrescenta o pesquisador, podem ter o fator genético similar que seriam defeitos diferentes no mesmo gene. Com isso, abre-se o caminho para entender se as formas isoladas da amelogênese imperfeita são causadas por defeitos nesse gene que acaba de ser descoberto.

"Esse novo conhecimento permite um diagnóstico mais preciso, além de entender o papel do gene no desenvolvimento normal do esmalte, que é o tecido mais duro que há no corpo humano e cujo desenvolvimento ainda não é conhecido por completo", comemora o pesquisador.

Tratamento da fibromatose

O docente explica ainda que o tratamento da doença é bastante complexo. Isto porque, por meio de várias cirurgias periodontais, o excesso de tecido gengival precisa ser removido para depois se proceder a manutenção dos dentes. A cirurgia, nestes casos, aconteceria para se recobrar a funcionalidade, sem se esquecer a questão estética, também importante.

"Os adolescentes, em geral, procuram realizar o tratamento cirúrgico com mais frequência por conta da estética. Para o caso da malformação do esmalte dental, o tratamento recomendado é basicamente o restaurador. É necessário, porém, tomar medidas quanto à prevenção, porque quando há algum problema no esmalte, o dente fica mais suscetível à cárie", explica Coletta.

Publicações do Blog Sanidade Animal


Posted: 15 Jun 2011 06:47 AM PDT
O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO E A MINISTRA DE ESTADO DA PESCA E AQUICULTURA, no uso das atribuições que lhes confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição, tendo em vista o disposto na Lei no 10.683, de 28 de maio de 2003, na Lei no 10.831, de 23 de dezembro de 2003, no Decreto no 6.323, de 27 de dezembro de 2007, e o que consta do Processo no 21000.005301/2011-61, resolvem:
Art. 1o Estabelecer Normas Técnicas para os Sistemas Orgânicos de Produção Aquícola a serem seguidos por toda pessoa física ou jurídica responsável por unidades de produção em conversão
ou por sistemas orgânicos de produção, na forma desta Instrução Normativa Interministerial e seus Anexos de I a VI.
Posted: 15 Jun 2011 06:41 AM PDT
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
GABINETE DO MINISTRO
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 25, DE 2 DE JUNHO DE 2011
O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição, tendo em vista o disposto no Decreto nº 7.127, de 4 de março de 2010, no Decreto nº 30.691, de 29 de março de 1952, no Decreto nº 5.741, de 30 de março de 2006, na Instrução Normativa MAPA nº 1, de 16 de janeiro de 2007, e o que consta do Processo nº 21000.011272/2010-95, resolve:
Art. 1º Aprovar os Métodos Analíticos Oficiais Físico-químicos para Controle dePescado e seus Derivados, na forma do Anexo à presente Instrução Normativa.
Art. 2º Os métodos de que trata esta Instrução Normativa serão adotados pelos Laboratórios pertencentes à Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária.
Art. 3º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
WAGNER ROSSI
Posted: 15 Jun 2011 05:26 AM PDT

15/06/11
Instrução normativa que equipara qualidade de leite brasileiro aos padrões europeus começar a vigorar em 1º de julho. Laticínios e agricultores familiares pedem adiamento da medida. 

A Instrução Normativa 51/02, do Ministério da Agricultura, que regulamenta os novos parâmetros de qualidade para produção do leite nacional, equiparando-os aos parâmetros europeus, entrará em vigor em 1º de julho, apesar da resistência dos produtores. O anúncio foi feito nesta terça-feira (13) pelo coordenador-geral de Inspeção do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Marcius Ribeiro de Freitas. A instrução normativa foi discutida em audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Marcius Ribeiro explicou que, mesmo após a entrada em vigor das novas normas, o Ministério da Agricultura está disposto a discutir ajustes com todos os elos da cadeia produtiva do leite. Editada em 2002, a instrução torna obrigatória a redução em 87% da quantidade de bactérias e em 50% a contagem de células somáticas presentes em cada mililitro de leite. Quanto menor o número de células somáticas, melhor o estado sanitário das glândulas mamárias dos animais. Adiamento O presidente da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios, Paulo Roberto Bernardes, defendeu o adiamento do prazo da instrução normativa e a adoção da proposta da câmara setorial, que prevê uma redução gradual das percentagens de bactérias e células somáticas estabelecidas pelo governo. No caso da percentagem de bactérias no leite, por exemplo, que hoje é de 750 mil por mililitro de leite, teria de baixar para 100 mil pela instrução normativa. A câmara setorial sugere baixar o índice para 600 mil, com a redução gradual a cada ano, até que a meta seja atingida. Paulo Bernardes considera absurdas as exigências da instrução normativa do Ministério da Agricultura. "A Embrapa, que é uma empresa confiável do governo, diz que, se for aplicado o que está na Instrução Normativa, 95% dos produtores brasileiros serão excluídos. Isso é impossível. Vai ser a lei que não pega. E lei que não pega desmoraliza quem a faz." Agricultura familiar Os agricultores familiares também apoiam a sugestão da Câmara Setorial. Além de cobrar tratamento diferenciado em relação aos pequenos e grandes produtores, eles criticam a insuficiência de políticas públicas destinadas às famílias produtoras de leite. A coordenadora-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar, Elisângela dos Santos Araújo, lembra que, em vez de medidas restritivas, o governo deveria viabilizar políticas públicas de assistências técnica, infraestrutura e logística para os agricultores familiares. O autor do requerimento para a audiência pública, deputado Marcon (PT-RS) destacou que a reivindicação dos produtores é justa e o consumidor brasileiro, segundo ele, pode ficar tranquilo em relação à qualidade do leite nacional. "O leite passa por um processo de industrialização que não tem problema nenhum quanto à contaminação de doenças e qualquer coisa." O deputado Marcon disse que somente com recursos e qualidade técnica os produtores poderão aumentar e melhorar ainda mais a qualidade da produção. Impactos positivos Paulo de Oliveira Polese, assessor da Secretaria de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, também manifestou apoio à proposta da Câmara Setorial. Ele afirmou que a instrução merece uma discussão mais ampla, que inclua inclusive uma avaliação dos impactos positivos que a instrução normativa já promoveu. Já Gustavo Valone, representante do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor do Ministério do Desenvolvimento Agrário, disse que o setor passou por muitas transformações nos últimos anos e hoje inúmeras fábricas estão inclusive habilitadas para exportar. O Brasil é o sexto maior produtor mundial e a produção de leite cresce 4,5% ao ano. Segundo ele, o grande potencial do Brasil está nos agricultores familiares. Ele avalia que a transformação imposta pela instrução normativa pode trazer crise para alguns, mas será benéfica. "Somente produto de alta qualidade pode concorrer com conglomerados internacionais." Reportagem – Idhelene Macedo/Rádio Câmara Edição – Paulo Cesar Santos

 
Posted: 15 Jun 2011 03:49 AM PDT

Uma mensagem / Una mensaje / de ProMED-mail <http://www.promedmail.org>
ProMED-mail e um programa da / es un programa de la International Societyfor Infectious Diseases <http://www.isid.org>Data: Terça-feira / Martes, 14 de junho / Junio de 2011De: Promed-Port <Promed-Port@promedmail.org>Fonte: O Dia [14.06.2011]http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2011/6/doenca_do_carrapato_matou_quatro_funcionarios_da_suipa_171098.htmlDoença do carrapato matou quatro funcionários da SuipaMunicípio afirma que foco da febre maculosa estava na sede da organização,que negaRio - A Superintendência de Vigilância em Saúde concluiu, após exameslaboratoriais, que foi febre maculosa que matou quatro funcionários daSociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa) no início doano. A doença é transmitida por carrapato infectado. Mesmo com o diagnósticodas mortes, a instituição não será interditada. As famílias das vítimasacreditavam que os óbitos haviam sido causados por leptospirose. As mortesforam noticiadas por O DIA com exclusividade em abril.A superintendência constatou que o foco de contaminação foi na Suipa. Adecisão de não suspender as atividades lá é baseada no fato de a SecretariaMunicipal de Saúde considerar que não houve continuidade na transmissão. Masos funcionários estão recebendo orientações sobre o modo de contaminaçãopara evitar novos casos.“Não acredito que a contaminação aconteceu nas nossas instalações. Algunsfuncionários moravam em regiões rurais. Trabalho há 40 anos aqui e nãofiquei doente. Foi coincidência”, argumentou a presidente da Suipa, IsabelCristina Nascimento.Para que a infecção ocorra, o carrapato precisa ficar aderido à pele poralgumas horas — de 4 a 6 horas. A transmissão também pode ocorrer na ocasiãodo esmagamento do animal, se houver lesão na pele. Os carrapatos permaneceminfectados toda a vida, de cerca de 18 meses.As famílias das vítimas processarão a Suipa. “Se foi febre maculosa, ele secontaminou lá. Perdi meu marido e vou lutar até o fim”, prometeu Fátima daCunha, 48, viúva de Manoel Rodrigues da Silva Filho, 53, morto em fevereiro.
Posted: 15 Jun 2011 03:42 AM PDT
Centro de Recuperação e Triagem de Animais Silvestres funcionará junto ao Hospital Veterinário da Unesp em Araçatuba (divulgação)

15/06/2011
Agência FAPESP – Foi inaugurado em 10 de junho, em Araçatuba, na região noroeste paulista, o Centro de Recuperação e Triagem de Animais Silvestres (Ceretas).
O hospital recebe, realiza triagem, trata e identifica as espécies de animais silvestres resgatadas ou apreendidas pelos órgãos fiscalizadores, assim como animais que tenham sido mantidos irregularmente em cativeiros na região.
Patrocinada por um grupo de 19 usinas de cana-de-açúcar, a unidade é resultado de uma parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA) com a União dos Produtores de Bioenergia (Udop), a Polícia Ambiental, a Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araçatuba, e o escritório regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O projeto de criação do centro foi idealizado pelo professor Sérgio Garcia Diniz, do Departamento de Clínica, Cirurgia e Reprodução Animal da Faculdade de Veterinária da Unesp.
“Nos últimos anos, o número de atendimentos a animais silvestres que sofreram maus-tratos ou foram atropelados nas estradas da região de Araçatuba aumentou significativamente. Esses animais ficam expostos aos perigos quando migram entre as áreas verdes de reserva legal e as áreas de preservação permanente existentes na região. Desde então, eles eram atendidos e tratados em uma unidade auxiliar do hospital Luiz Quintiliano de Oliveira, da Unesp”, disse Diniz.
De acordo com o diretor da Unesp de Araçatuba, Pedro Felício Estrada Bernabé, o Ceretas será uma referência para o tratamento de animais silvestres acidentados ou capturados.
“Todos os animais serão registrados e a partir daí será feito um trabalho de investigação para detectar seu hábitat natural para futuramente realojar as espécies. Um banco genético desses animais, inédito no país, também será elaborado no Centro”, afirmou.
Posted: 15 Jun 2011 03:37 AM PDT

Você tem raiva de mosquitos? Acorda pela manhã se coçando todo por causa deles? Já parou para ver como estes miseráveis roubam o seu sangue? A pessoado vídeo abaixo foi brava (e insensível) o suficiente para mostrar todo o processo e devo dizer que é bizarro. O inseto parece que vai explodir de tanto sangue que engole. Tenho certeza que alguns vão sentir a maior agonia enquanto assistem.

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Veterinary Research - IMPACT FACTOR 3.58



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Research      Risk based culling for highly infectious diseases of livestock te Beest DE, Hagenaars TJ, Stegeman JA, Koopmans MP, van Boven M 
Veterinary Research 2011, 42:81 (29 June 2011)
[Abstract] [Provisional PDF]
Review      Colonization factors of Campylobacter jejuni in the chicken gut Hermans D, Van Deun K, Martel A, Van Immerseel F, Messens W, Heyndrickx M, Haesebrouck F, Pasmans F 
Veterinary Research 2011, 42:82 (29 June 2011)
[Abstract] [Provisional PDF]
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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Edição genética cura hemofilia em animais

Edição genética cura hemofilia em animais
A técnica inovadora é chamada edição genômica - assim como se edita um texto no computador, os cientistas estão reescrevendo localizações precisas do DNA. 


Terapias gênicas
Os cientistas têm feito inúmeras descobertas acerca da influência dos genes sobre as características do homem.
Mas, quando se trata de medicina, o grande alvo das chamadas terapias gênicas é atuar sobre esses genes, revertendo ou evitando condições patológicas.
É isto o que estão fazendo médicos do Hospital Infantil da Filadélfia, nos Estados Unidos.
Edição do genoma
A equipe está desenvolvendo uma técnica inovadora, chamada edição genômica - assim como se edita um texto no computador, eles estão "reescrevendo" localizações precisas do DNA.
Eles acabam de usar a técnica para reverter a hemofilia, um distúrbio de coagulação do sangue. O experimento foi feito em animais de laboratório, usando camundongos hemofílicos.
Esta é a primeira vez que a edição do genoma, que alveja e repara com precisão um "defeito" genético, foi usada em um animal vivo e alcançou resultados clinicamente significativos.
Vírus do bem
Os cientistas usaram duas versões de um vírus geneticamente modificado (vírus adeno-associado, ou AAV), uma levando enzimas que cortam o DNA em um ponto exato, e outra carregando um gene substituto para ser copiado na sequência do DNA.
Tudo isso ocorreu nas células do fígado dos animais vivos.
"Nossa pesquisa abre a possibilidade de que a edição de genoma seja usada para corrigir um defeito genético em um nível clinicamente significativo," disse a líder do estudo, Katherine High, que estuda as terapias gênicas para hemofilia há mais de uma década.
O estudo foi publicado na revista Nature.
Nucleases dedo de zinco
Os pesquisadores usaram enzimas geneticamente modificadas, chamadas nucleases dedo de zinco (ZFNs: zinc finger nucleases), que atuam como processadores de texto moleculares, editando sequências mutacionadas de DNA.
O grupo descobriu como fabricar ZFNs personalizadas, voltadas para um local genético específico.
As ZFNs específicas para o gene do fator 9 (F9) foram concebidas e utilizadas em conjunto com uma seqüência de DNA que restaurou a função do gene normal perdida na hemofilia.
Hemofilia
Alvejando com precisão um local específico em um cromossomo, as ZFNs têm uma vantagem sobre as técnicas convencionais de terapia genéticas, que podem colocar um gene de reposição aleatoriamente em um local não desejado, passando por cima dos componentes biológicos reguladores que controlam o gene em condições normais.
Esse "errar o alvo" genético acarreta um risco de "mutagênese insercional", na qual o gene corretivo provoca uma alteração inesperada, como o surgimento da leucemia.
Na hemofilia, uma mutação de um único gene herdada apenas por homens prejudica sua capacidade para produzir uma proteína de coagulação do sangue, criando episódios de sangramento espontâneo, algumas vezes com risco de vida.