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segunda-feira, 26 de março de 2012


Descobertos genes que podem ser responsáveis pela calvície masculina


Problema nas células-tronco
Há cerca de ano, cientistas da Universidade da Pensilvânia (EUA) anunciaram a descoberta de que a calvície masculina seria causada por defeitos nas células-tronco que produzem os novos fios de cabelo.
Apesar de as áreas sem cabelo apresentarem o mesmo número de células-tronco responsáveis pelos fios que as áreas normais do couro cabeludo, na área careca existem menos células-tronco mais amadurecidas, as chamadas células progenitoras.
Agora, George Cotsarellis e seus colegas publicaram um novo estudo onde afirmam que o problema na verdade está em dois genes, ativados quando os cabelos começam a cair.
Problema nos genes
Segundo este novo estudo, o início da queda de cabelo coincide com uma elevação dos níveis de uma proteína chamada prostaglandina D sintetase.
Essa elevação se dá nas células dos folículos capilares localizados em áreas calvas do couro cabeludo.
Os folículos capilares continuam existindo nas áreas calvas, mas se tornam tão pequenos que parecem invisíveis, levando à aparência da calvície.
Essa inibição do crescimento do cabelo seria acionada quando a proteína se liga a um receptor nas células dos folículos capilares.
"Essencialmente, mostramos que a proteína prostaglandina aumenta no couro cabeludo calvo dos homens e inibe o crescimento capilar. Então identificamos um alvo para o tratamento da calvície masculina", afirma o sempre otimista George Cotsarellis.
Cura da calvície?
Assim, afirma o grupo, encontrando um composto que reative esse receptor, pode ser possível curar a calvície.
"O próximo passo será procurar compostos que afetem esse receptor, e também descobrir se bloquear esse receptor poderia reverter a calvície ou somente preveni-la. Esta é uma questão que poderá levar um tempo para ser respondida", diz ele.
O cientista afirma que várias drogas que seguem essa mesma rota de ação já foram identificadas, com algumas já na fase de testes clínicos.
Assim, tudo os que os carecas têm a fazer, por enquanto, é aguardar os resultados destes testes - ou a próxima "descoberta da cura da calvície" do Dr. Cotsarellis.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Cientistas dão passo importante rumo a cérebro artificial

Modelo tridimensional do cérebro

Cientistas suecos anunciaram ter dado o primeiro passo para criar um modelo tridimensional do cérebro.

Um modelo artificial de cérebro poderia elevar todas as pesquisas neurocientíficas a um novo patamar, permitindo experiências que hoje só podem ser parcialmente simuladas em cérebros de cobaias, muito diferentes dos cérebros humanos.

O grupo, formado por cientistas das universidades Chalmers e Gotemburgo, conseguiu estimular a formação de redes neurais vivas e funcionais usando um substrato de nanocelulose, um material biológico.

"Foi um grande desafio. Mas, depois de muitos experimentos, nós descobrimos um método para fazer as células aderirem ao suporte dando-lhes uma maior carga positiva. Agora nós temos um método estável para cultivar neurônios sobre a nanocelulose," comemora o Dr. Paul Gatenholm, coordenador do estudo.

Células nervosas crescendo sobre uma estrutura tridimensional de nanocelulose, o primeiro passo para criar o que os cientistas chamam de "cérebro artificial".

Células em 3D

Cultivar neurônios em laboratório é simples, mas eles crescem nos chamados discos de Petri, ou seja, somente formam redes neurais sobre o plano do recipiente de vidro.

Ocorre que o cérebro humano é tridimensional. Por isto os cientistas procuram desenvolver suportes capazes de permitir que os neurônios, assim como as células de outros órgãos, cresçam de forma parecida como o fazem no corpo.

No experimento agora realizado com sucesso pelos cientistas suecos, os neurônios desenvolveram interconexões, as chamadas sinapses, tão logo começaram a se desenvolver sobre o suporte de nanocelulose.

Os pesquisadores agora podem usar impulsos elétricos e substâncias químicas sinalizadoras para gerar impulsos nervosos, que se espalham pela rede neural da mesma maneira que o fazem no cérebro.

Eles também poderão estudar como as células nervosas reagem a outras moléculas, tais como fármacos, ou novas moléculas candidatas a medicamentos.

Cérebro artificial

Segundo a equipe, seu objetivo é desenvolver "cérebros artificiais", marcadamente simplificados, é claro, mas suficientes para estudar, por exemplo, a destruição das sinapses, que é um dos primeiros sinais do Mal de Alzheimer.

Na verdade, todas as pesquisas na área das neurociências poderão ter um grande impulso com este desenvolvimento.

E não apenas isso: segundo a equipe, hoje os programadores de computador usam as chamadas redes neurais para desenvolver softwares muito complexos. Esses programas chamam-se redes neurais porque têm seu funcionamento inspirado nas redes de neurônios do cérebro.

Com a possibilidade de construir redes neurais biológicas vivas, será possível criar o que eles chamam de biocomputadores, ou seja, computadores que funcionam não com base em processadores de silício, mas em células vivas.

O que é nanocelulose

O material utilizado pelos cientistas é a nanocelulose, uma celulose derivada das plantas, mas cujas fibras são muito pequenas, com dimensões medidas em nanômetros.

Uma fibra típica de nanocelulose tem entre 5 e 20 nanômetros de espessura e até 2.000 nanômetros (equivalente a 2 micrômetros, ou 0,002 milímetro) de comprimento.

A nanocelulose pode ser sintetizada por bactérias, que tecem uma estrutura muito densa de fibras de celulose.

Ela também pode ser isolada pelo processamento da polpa de madeira em um homogeneizador de alta pressão.
Empresa fluminense desenvolve pomada antibiótica contra a superbactéria Sarm

Débora Motta

Centers for Disease Control and Prevention 
A superbactéria Sarm: considerada a principal responsável pelas infecções hospitalares, ela se aproveita de lesões na pele 

Uma pomada antibiótica, desenvolvida a partir de uma espécie de planta da Mata Atlântica ainda desconhecida, pode ser uma forte aliada contra infecções cutâneas pela superbactéria Sarm (Staphylococus aureus, resistente à meticilina), frequentemente associada às infecções hospitalares. A substância química natural que confere ao produto propriedades medicinais é a aureociclina, que foi isolada de uma rara flor da Serra do Mar, de pétalas brancas e miolo amarelo (Kielmeyera aureovinosa), em testes realizados nos laboratórios da empresa fluminense Extracta Moléculas Naturais. Até o momento, ela tem se mostrado mais eficaz que seus concorrentes disponíveis no mercado farmacêutico, por sua baixa toxicidade e alta eficiência em destruir o germe.

De acordo com o coordenador do projeto e presidente da Extracta, o médico Antonio Paes de Carvalho, que também é professor titular do Instituto de Biofísica, do Centro de Ciências da Saúde, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a nova espécie de planta foi descoberta em uma propriedade rural de São José do Vale do Rio Preto, na região serrana do estado, durante uma incursão do botânico Mario Gomes, a serviço da empresa. Ela foi registrada em um grande banco de dados, que já reúne quase 12 mil exemplares de extratos de plantas da biodiversidade brasileira, com potencial para a fabricação de medicamentos. “O banco de extratos da empresa é plenamente autorizado pelo Conselho de Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente”, diz o pesquisador. “Cerca de 80% do acervo é de espécies coletadas nas matas fluminenses”, completa. 

O projeto foi contemplado pela FAPERJ com o edital de Auxílio a Projetos de Inovação Tecnológica, depois que o estudo recebeu um apoio inicial da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Além de catalogar a nova espécie de planta, os pesquisadores da Extracta identificaram uma molécula nova, desconhecida da química, no complexo ativo do extrato da Kielmeyera aureovinosa.“Trata-se de um produto com aplicação importante para a saúde pública, que até então não foi encontrado em outras áreas do País”, destaca Carvalho. Ele conta que, para chegar à droga inovadora, foi necessário testar diversas outras plantas. “De 49 plantas que apresentavam algum potencial farmacêutico contra o Sarm, entre as catalogadas no banco de extratos da empresa, a Kielmeyera aureovinosa foi a que apresentou o melhor resultado”, relata.

Biodiversidade com potencial de cura

Divulgação Extracta 
 
À frente da Extracta, o pesquisador Antonio Paes de Carvalho: aureociclina já tem propriedade intelectual 

Atualmente, o projeto está na fase de testes pré-clínicos. “Estamos aguardando mais investimentos para prosseguir com os estudos e podermos chegar à etapa de ensaios clínicos, com voluntários saudáveis e, posteriormente, com pessoas infectadas com o Sarm. Essa fase precisa da autorização da Anvisa,”, conta Carvalho. “Só a partir desse ponto, será possível viabilizar a entrada do produto no mercado”, pondera o pesquisador. A outra vertente da pesquisa é agroflorestal. “Estamos distribuindo mudas certificadas a três propriedades rurais na região serrana para impulsionar o cultivo da planta, que é a matéria-prima para a preparação do medicamento”, diz.

A escolha do pesquisador de trabalhar com a aureociclina na forma de pomada, e não na de comprimidos, que teriam impacto maior na indústria farmacêutica, deve-se a uma questão prática: custo e benefício. “É cerca de 80 vezes mais barato investir na fabricação da pomada do que de comprimidos, o que também iria requerer testes mais sofisticados. Mas estamos abertos a essa ideia, se tivermos investimentos adequados no futuro”, compara Carvalho. O desenvolvimento da pomada, contudo, promete ser um importante passo para cortar o mal pela raiz – ou melhor, pela porta de entrada da doença, que é a pele. “As infecções pela superbactéria Sarm começam pela pele. Elas costumam ocorrer em pacientes internados em hospitais e em pessoas que praticam esportes que requerem contato físico intenso”, detalha.

O produto inovador não pôde ser patenteado no País, mas teve um pedido de patente provisional registrado nos Estados Unidos. “A aureociclina já tem propriedade intelectual, porque descobrimos a planta e inventamos um remédio a partir dela. O grande empecilho é a legislação brasileira, que proíbe qualquer patente de produto extraído da natureza, deixando o caminho aberto para quem quiser copiar o produto ou se apropriar de exemplares da nossa biodiversidade”, destaca. E prossegue: “O Brasil infelizmente está nessa posição jacobina de não aceitar nenhuma patente de material obtido da natureza, em vez de aproveitar a biodiversidade como vantagem competitiva”, contemporiza.

Divulgação Extracta 
A nova espécie, Kielmeyera aureovinosa: a) raiz; b) tronco; c) folha; d) caule; e) ramo florífero; f) fruto e sementes; g) botão floral

A superbactéria Sarm é uma mutação do Staphylococcus aureus, bactéria que coloniza a epiderme e as fossas nasais e é a principal responsável pelas infecções hospitalares. Ela costuma se aproveitar de pequenas lesões na pele, como aquelas provocadas nos pacientes por sondas, e depois que se expande pode causar infecções sistêmicas letais. Mas para além dos hospitais, a ocorrência do Sarm tem crescido na comunidade. “A grande preocupação é que a superbactéria tem sofrido mutações e ficado cada vez mais resistente, devido ao uso indiscriminado de antibióticos pela população”, explica o médico.

A Extracta, fundada em 1998, foi a primeira empresa brasileira a obter uma licença especial do Ministério do Meio Ambiente para acessar a biodiversidade nacional com o objetivo de preparar uma grande coleção de extratos para a bioprospecção, isto é, a pesquisa de material biológico voltada para a exploração de recursos genéticos. Em dez anos de existência da empresa, foram mais de 225 expedições em busca de amostras vegetais, que incluíram incursões à Mata Atlântica e à floresta amazônica. Além do médico e professor Antonio Paes de Carvalho, participam deste projeto os pesquisadores Mario Gomes, botânico e descobridor da Kielmeyera aureovinosa; Otavio Padula de Miranda, microbiologista; Lisieux Julião, química e bióloga; e Giselle Accioly, coordenadora do setor de qualidade no estudo do produto. Todos participam como coinventores na patente provisional apresentada à agência americana de marcas e patentes, o USPTO. 

FAPERJ - Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro

quinta-feira, 22 de março de 2012

Cientistas descrevem proteína que regula metabolismo do ferro em cavalos

Mecanismo de ação da hepcidina atua em defesa do organismo contra bactérias e fungos, e já foi demonstrado em humanos no ano 2000

Agência Fapesp

A hepcidina é um peptídeo que desempenha papel fundamental no metabolismo do ferro e na defesa do organismo contra bactérias e fungos. Seu mecanismo de ação, demonstrado em humanos no ano 2000, agora foi descrito também em equinos, ovinos e asininos por cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Arquivo/AE
Estudos com a hepcidina agora foram descritos também em equinos, ovinos e asininos

“O ferro é um elemento essencial para a multiplicação de alguns microrganismos”, disse Alexandre Secorun Borges, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) de Botucatu. Ao primeiro sinal de infecção, portanto, a hepcidina entra em ação para reduzir os níveis do mineral na corrente sanguínea e tornar o ambiente menos propício aos invasores.

“Expressa principalmente pelas células do fígado, a hepcidina se liga a outra proteína chamada ferroportina. Isso faz com que o ferro fique retido dentro de algumas células específicas, em vez de ser exportado para a corrente sanguínea. Por esse motivo, quadros de inflamação crônica costumam provocar anemia”, explicou o veterinário.

Estima-se que esse mecanismo de defesa esteja presente em todos os mamíferos e também em alguns peixes, mas, segundo Borges, na maioria das espécies o peptídeo ainda não foi caracterizado e sua função não foi comprovada.

Em equinos, o gene da hepcidina foi sequenciado pela equipe coordenada por Borges. A expressão gênica do peptídeo foi analisada em células do fígado e em outros tecidos de cavalos saudáveis.

A pesquisa, feita em parceria com cientistas da Universidade de Cornell, resultou na tese de doutorado de José Paes de Oliveira Filho, financiada pela Fapesp e concluída em dezembro de 2010.

Os resultados foram publicados em artigo na revista Veterinary Immunology and Immunopathology.

Com os recursos da Bolsa de Doutorado e também de um projeto de Auxílio à Pesquisa - Regular, o grupo montou o Laboratório de Biologia Molecular da Clínica Veterinária da FMVZ.

Inflamação induzida

A segunda etapa da pesquisa consistiu em comprovar o papel da hepcidina na defesa do organismo contra infecções. Foram usados dois modelos experimentais para induzir um quadro inflamatório leve em cavalos sadios.

No primeiro experimento, os pesquisadores injetaram, por via intravenosa, uma toxina extraída da membrana de bactérias - o lipopolissacarídeo bacteriano (LPS). “Isso causa uma inflamação sistêmica discreta, de curta duração e que não provoca danos de longo prazo aos animais”, contou Borges.

A cada duas horas após a administração do LPS, os pesquisadores coletavam e analisavam o sangue dos cavalos. “Os níveis plasmáticos de ferro caíram rapidamente. Por meio de uma biópsia de fígado, comprovamos que a expressão gênica da hepcidina havia aumentado nesse órgão”, disse.

Os resultados do teste foram publicados na revista Innate Immunity.

O segundo experimento consistiu em aplicar, por via intramuscular, uma substância chamada adjuvante completo de Freund, composta de micobactérias inativadas. Isso provocou um processo inflamatório nos animais.

Os resultados, similares aos do primeiro teste, foram apresentados no American College Veterinary Internal Medicine, nos Estados Unidos, em 2010. Devem, em breve, ser submetidos para publicação. O grupo realizou experimentos semelhantes em ovinos, com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A pesquisa foi tema de mestrado de Peres Ramos Badial.

O sequenciamento e a expressão da hepcidina em asininos também foram objeto de um projeto de iniciação científica com Bolsa da Fapesp.

A linha de pesquisa teve início durante o pós-doutoramento de Borges na Universidade Cornell. “Analisamos prontuários de cavalos com inflamação crônica, sistêmica e localizada e comparamos com prontuários de cavalos sadios. Vimos que o ferro caía consideravelmente e de forma rápida sendo, portanto, um marcador confiável de inflamação em cavalos”, disse.

Futuramente, a equipe pretende avaliar como se comporta o metabolismo do ferro em diferentes enfermidades. “Queremos descobrir se a intensidade na queda dos níveis de ferro está relacionada à agressividade do quadro inflamatório”, apontou Borges.

Outro projeto futuro é avaliar se a redução artificial de ferro na corrente sanguínea pode facilitar o combate a infecções. “Vamos testar se a administração de hepcidina, como medicamento, ajuda na fase inicial da doença”, disse.
Rio registra 1º caso de morte por dengue 4

Primeira vítima no País é uma enfermeira internada em hospital particular; subtipo voltou a circular em 2010

O primeiro caso de morte por dengue tipo 4 no País foi registrado na capital fluminense. A vítima é uma enfermeira de 49 anos, moradora de Todos os Santos, na zona norte, que estava internada em um hospital particular. Investigação feita pela Secretaria Municipal de Saúde aponta falha no atendimento.

O subtipo 4 voltou a circular no Brasil em agosto de 2010, depois de 30 anos sem registros e é predominante entre as amostras testadas no Rio de Janeiro - corresponde a 76,2% dos 147 exames realizados. Desde o início do ano, 16.323 casos de dengue foram notificados no município e 24.295 no Estado. Um menino de 9 anos morreu da doença, em fevereiro, no Rio. Outro caso de morte está sendo investigado em São Gonçalo, no Grande Rio.

A enfermeira, identificada como Ana, foi atendida em 27 de fevereiro no Hospital Municipal de Piedade. Ela teve o diagnóstico de dengue, com confirmação laboratorial. Recebeu alta em 1.º de março, após apresentar melhora de alguns parâmetros, como a contagem de plaquetas.

No dia seguinte, a paciente sentiu dores abdominais e procurou o Hospital Pasteur. Lá, os médicos suspeitaram de cálculo na vesícula, de acordo com a investigação feita por uma comissão da Secretaria Municipal de Saúde.

"A investigação indica que a paciente teve a avaliação de risco equivocada no Hospital Pasteur. O prontuário mostra que o atendimento não seguiu o protocolo de dengue preconizado pelo Ministério da Saúde", afirmou o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Márcio Garcia.

Perguntado se houve falha no hospital municipal, que deu alta à paciente, Garcia disse que ela foi liberada depois de receber a orientação de voltar à unidade caso voltasse a se sentir mal.

"No Pasteur não foi dada continuidade ao tratamento que ela recebeu no Hospital da Piedade, que incluía hidratação. Caso seja constatado erro no manejo da paciente - seja no hospital municipal, seja no particular -, o importante é corrigir esse erro para que não se repita", afirmou.

Cálculo. O Estado apurou que, no Hospital Pasteur, em vez de receber hidratação, a paciente foi colocada em dieta restritiva, pois os médicos desconfiavam de cálculo na vesícula. No dia seguinte, eles também suspeitaram de hepatite e pancreatite. Em nota, o Pasteur informou que "a paciente recebeu o tratamento preconizado pelo Ministério da Saúde para os casos de suspeita de dengue e foi indicada a internação".

O den-4 não é mais perigoso que os outros subtipos, mas o paciente pode desenvolver a forma grave da dengue se já tiver contraído a doença.