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sexta-feira, 25 de março de 2011

Tuberculose mata cerca de 5.000 pessoas por ano no Brasil

A tuberculose, doença passível de ser prevenida, tratada e mesmo curada, ainda mata cerca de 4.700 pessoas todos os anos no Brasil. Os dados são do Fundo Global Tuberculose Brasil, que preparou ações em todo o país para marcar o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, lembrado nesta quinta.


A data foi criada em 1982 pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em homenagem aos cem anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da tuberculose. A doença infectocontagiosa afeta principalmente os pulmões, mas também pode ser identificada em órgãos como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).

Atualmente, o Brasil ocupa o 19º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo. São notificados anualmente 72 mil novos casos da doença no país. O maior desafio, segundo o fundo, é a mobilização social a partir da realização de uma agenda comum, capaz de alertar e orientar a população sobre os riscos da doença, os sintomas, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento.

De acordo com o Ministério da Saúde, os sinais e sintomas mais frequentes são tosse seca contínua no início, com presença de secreção por mais de quatro semanas, transformando-se em uma tosse com pus ou sangue. Há ainda cansaço excessivo, febre baixa geralmente no período da tarde, sudorese noturna, falta de apetite, palidez, emagrecimento acentuado, rouquidão, fraqueza e prostração.

Alguns pacientes, entretanto, não exibem nenhum indício da doença, enquanto outros apresentam sintomas aparentemente simples, ignorados durante alguns meses ou mesmo anos.

A transmissão da tuberculose é direta, de pessoa a pessoa. O doente expele, ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotas de saliva que podem ser aspiradas por outro indivíduo. Pessoas com Aids, diabetes, insuficiência renal crônica, desnutridas, além de idosos doentes, alcoólatras, viciados em drogas e fumantes são mais propensos a contrair a tuberculose.

Para prevenir a doença é necessário imunizar crianças de até 4 anos --sobretudo as menores de 1 ano-- com a vacina BCG. A prevenção inclui ainda evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Atlas da vacina BCG mostra luta contra tuberculose

Atlas da vacina BCG mostra luta contra tuberculose
Pesquisadores canadenses acabam de lançar Atlas Mundial da BCG, uma espécie de mapa-múndi interativo onde é possível consultar as políticas de vacinação ao redor do planeta.
Dia Mundial da Tuberculose
A tuberculose continua representando uma grande ameaça à saúde global.
Uma pessoa é infectada com o bacilo da tuberculose no mundo a cada segundo.
Todo ano, mais de 9 milhões de pessoas desenvolvem a tuberculose ativa e cerca de 2 milhões perdem a vida por causa dela.
Hoje, 24 de Março, é celebrado o Dia Mundial da Tuberculose.
Vacina BCG
A vacina BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) criada em 1921, continua a ser a única vacina utilizada para prevenir a tuberculose.
Apesar de quase um século de utilização, a vacina ainda é controversa, com variações bem documentadas em termos de eficácia ao redor do mundo.
Essas variações levam também a mudanças nas práticas de vacinação nos diversos países e ao longo do tempo.
Para documentar esse processo, pesquisadores canadenses acabam de lançar Atlas Mundial da BCG, uma espécie de mapa-múndi interativo onde é possível consultar as políticas de vacinação ao redor do planeta.
Atlas Mundial da BCG
"O Atlas foi desenvolvido para ser uma ferramenta útil para os médicos, pesquisadores e formuladores de políticas," declarou o Dr. Madhukar Pai, da Universidade McGill. "Ele terá implicações importantes no diagnóstico e no tratamento da tuberculose e na pesquisa que está sendo feita no desenvolvimento de uma nova vacina contra a tuberculose".
O Atlas Mundial da BCG é mais do que um mapa, é um site interativo, de acesso livre, com informações detalhadas sobre as políticas passadas e atuais de luta contra a tuberculose e de práticas de vacinação da BCG em mais de 180 países.
Os médicos precisam estar cientes das diferentes políticas de aplicação da vacina BCG em diferentes partes do mundo, bem como das alterações nessas políticas ao longo do tempo, especialmente quando se trata de adultos nascidos no estrangeiro que foram vacinados quando crianças e que não possuem mais seus registros pessoais de vacinação.
A vacina BCG pode causar falsos positivos no teste de pele que é rotineiramente usado para triagem de tuberculose latente.
O Atlas Mundial da BCG poderá ser consultado no endereço www.bcgatlas.org.

quarta-feira, 16 de março de 2011

How Tuberculosis Bacteria Manage to Survive Inside Body’s Macrophage Cells

ScienceDaily (Mar. 15, 2011) — Tuberculosis kills two million people each year. Researchers at Linköping University in Sweden are now presenting new findings that show how the bacterium that causes the disease manages to survive inside the body's macrophage cells in order eventually to blow them up and spread their infection.

The bacterium Mycobacterium tuberculosis is a successful organism that lives in an estimated one third of the world's population. But only about five percent of those infected develop the disease.

"We also know that many people do not become infected despite exposure to the infection. This is a question we are looking for an answer to," says Amanda Welin, who is now presenting her doctoral dissertation in medical microbiology.

The research group has studied phenomena in both the bacterium and the macrophage, whose task is to knock out infectious substances that get into the body.

One weapon is enzymes, which make the ingested bacteria feel sickly. Enzymes work best in acidic environments, with a pH level under 6. For their part, the bacteria can strike back by releasing substances that prevent the pH level from going down. Amanda Welin has shown that this warfare is directly reflected in the growth or reduction of bacteria.

These bacteria also have a capacity to kill macrophages and spread to new cells. Welin shows that this is done by having a tiny protein cause cell death, necrosis, which in turn leads to inflammation of the tissue.

To carry out these studies, Amanda Welin and her colleagues developed a new method for determining the number of bacteria inside a cell. They use a gene from sea-fire organisms, which cause strange lights in seawater at night. When this gene is added to the genes of the bacterium, the bacterium begins to produce the same luminescent substance, luciferase, as the sea-fire organism does. Thanks to this, it's possible to monitor developments inside the macrophage -- the intensity of the light radiating outward corresponds to the number of bacteria inside. If their number grows, this indicates that they have begun to multiply inside the human cell.

The method can be used to search for plausible drug candidates. In that field, the Linköping scientists are collaborating with a group of colleagues in Sudan, who are testing, among other things, various medicinal plants with substances that could possibly be used as active ingredients to combat tuberculosis.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

OMS apresenta aparelho que acelera diagnóstico da tuberculose

A OMS (Organização Mundial da Saúde) apresentou um aparelho de diagnóstico da tuberculose que dá resultados precisos em 100 minutos. Hoje, com os exames convencionais, o período para detecção da doença varia entre três e quatro meses.
Automático, o aparelho examina as moléculas de DNA para detectar a tuberculose e verificar se é resistente aos remédios convencionais. Os resultados são tão rápidos que permitem que os pacientes recebam tratamento imediato.
O novo método possibilita, ainda, uma economia nas técnicas e na infraestrutura de laboratório --bastante caras-- e é tão fácil de usar que não é necessário muito tempo de treinamento para que se aprenda a operá-lo.
Após testar a novidade na África do Sul, Uganda e Lesoto, a OMS calcula que triplicará os diagnósticos de tuberculose resistente a remédios convencionais e dobrará o número de diagnósticos de pacientes com tuberculose e HIV.
"A nova tecnologia está disponível para todos os países do mundo, tanto os ricos como os pobres, o que representa outro feito revolucionário", disse o médico Mario Raviglione, diretor do departamento "Stop TB" da OMS.
A partir de agora, o desafio do novo aparelho --fabricado pela empresa americana Cepheid e cujo desenvolvimento foi financiado por fundações como a de Bill e Melinda Gates-- é sua implantação, visto que o custo por unidade é de US$ 17 mil.