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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Mesmo gene tem efeitos opostos em homens e mulheres

Mesmo gene tem efeitos opostos em homens e mulheres
Gene AR (receptor de andrógeno) funciona de forma diferente em homens e mulheres, desempenhando papéis opostos no câncer de mama e no câncer de próstata.


Gene com efeitos opostos

Pesquisadores norte-americanos descobriram que um gene - conhecido como receptor de andrógeno (AR) - está associado tanto com o câncer de próstata quanto com o câncer de mama.
Contudo, eles verificaram que este mesmo gene tem efeitos opostos nas duas doenças.
No câncer de próstata, o AR promove o crescimento do câncer quando o gene está "ligado".
No câncer de mama, o AR promove o crescimento do câncer quando o gene está "desligado", como acontece frequentemente após a menopausa, quando cessa a produção AR nas mulheres.
Gene com gênero
A pesquisa não apenas revela que ação do gene é diferente entre homens e mulheres, como também mostra a dificuldade de utilização das descobertas genéticas sem um acompanhamento muito cuidadoso dos efeitos gerais de cada gene.
Esta nova pesquisa, por exemplo, demonstra que o tratamento do câncer de próstata e do câncer de mama exigem abordagens completamente opostas em relação a um mesmo gene.
No tratamento do câncer de próstata, a estratégia deve ser bloquear o AR; já no câncer de mama a estratégia deve ser a de apoiar a produção do AR.
Brócolis e vinho tinto
Os pesquisadores se concentraram em saber se a molécula do receptor de andrógeno (AR) dá algum indício de uma proteína supressora de tumores chamada PTEN.
Já se demonstrou um forte efeito da PTEN, por exemplo, no combate ao câncer de próstata pela ação do sulforafano, um composto presente nosbrócolis.
A PTEN também está envolvida na ação anticâncer dos polifenóis presentes no vinho tinto.
A pesquisa descobriu que o AR inibe a expressão da PTEN em células do câncer de próstata, mas estimula a expressão da PTEN em células do câncer de mama.
Isto explica porque a progressão do câncer de próstata está associada com a expressão aumentada do AR - uma estratégia comum de tratamento do câncer de próstata envolve bloquear o AR.
Por outro lado, a maioria dos cânceres de mama ocorrem no período pós-menopausa, após a cessação da produção de AR - a suplementação de AR é uma estratégia para o tratamento do câncer de mama.
Tratamento personalizado por sexo
Os cientistas concluíram que o comportamento conflitante do gene exige que se façam novas pesquisas para identificação de co-fatores que possam explicar esse comportamento e auxiliar no diagnóstico e no tratamento das duas doenças.
"Nossas observações ajudam a explicar porque o risco do câncer de próstata pode ser reduzido pela metade bebendo-se vinho tinto, que aumenta a expressão da PTEN," escrevem Charis Eng, Robert Silverman e Warren Heston, autores do estudo.
"Nossos dados também sugerem que o tratamento do mesmo câncer deve ser personalizado para homens e para mulheres," concluem eles.
O trabalho foi publicado na revista Oncogene.

Bridging the Gap: Neuroscientists Find Normal Brain Communication in People Who Lack Connections Between Right and Left Hemispheres

ScienceDaily (Oct. 19, 2011) — Like a bridge that spans a river to connect two major metropolises, the corpus callosum is the main conduit for information flowing between the left and right hemispheres of our brains. Now, neuroscientists at the California Institute of Technology (Caltech) have found that people who are born without that link -- a condition called agenesis of the corpus callosum, or AgCC -- still show remarkably normal communication across the gap between the two halves of their brains.
Top image: Magnetic resonance images comparing a healthy subject (left) with an AgCC patient (right). The corpus callosum is the thick, 'c'-shaped structure outlined in the healthy brain and missing from the AgCC brain. Bottom image: Functional magnetic resonance images highlight symmetric patterns of synchronized activity in both healthy (left) and AgCC subjects (right) during rest with eyes closed. More than 15 of this type of network were found to be preserved in AgCC subjects. 
Their findings are outlined in a paper published Oct. 19 in The Journal of Neuroscience.

Our brains are never truly at rest. Even when we daydream, there is a tremendous amount of communication happening between different areas in the brain. According to J. Michael Tyszka, lead author on the Journal of Neuroscience paper and associate director of the Caltech Brain Imaging Center, many areas of the brain display slowly varying patterns of activity that are similar to one another. The fact that these areas are synchronized has led many scientists to presume that they are all part of an interconnected network called a resting-state network. Much to their surprise, Tyszka and his team found that these resting-state networks look essentially normal in people with AgCC, despite the lack of connectivity.

"This was a real surprise," says Tyszka. "We expected to see a lot less coupling between the left and right brain in this group -- after all, they are missing about 200 million connections that would normally be there. How do they manage to have normal communication between the left and right sides of the brain without the corpus callosum?"

The work used functional magnetic resonance imaging (fMRI) to demonstrate that synchronized activity between the left and right brain survives even this sort of radical rewiring of the nerve connections between the two hemispheres. The presence of symmetric patterns of activity in individuals born without a corpus callosum highlights the brain's remarkable plasticity and ability to compensate, says coauthor Lynn Paul, research staff member and lecturer in psychology at Caltech. "It develops these fundamental networks even when the left and right hemispheres are structurally disconnected."

The study that found the robust networks is part of an ongoing research program led by Paul, who has been studying AgCC for several decades. AgCC occurs in approximately one of every 4000 live births. The typical corpus callosum comprises almost 200 million axons -- the connections between brain cells -- and is the largest fiber bundle in the human brain. In AgCC, those fibers fail to cross the gap between the hemispheres during fetal development, forcing the two halves of the brain to communicate using more indirect and currently unknown means.

"In the 1960s and 1970s, Roger Sperry at Caltech studied 'split-brain' patients in whom the corpus callosum was surgically severed as a treatment for epilepsy," explains Paul. "Our research on AgCC has moved in a different direction and focuses on a naturally occurring brain malformation that occurs before birth. This allows us to examine how, and to what extent, the brain can compensate for the loss of the corpus callosum as a person grows to adulthood."

According to the team, the findings are especially valuable in light of current theories that link impaired brain connections with clinical conditions including autism and schizophrenia.

"We are now examining AgCC subjects who are also on the autism spectrum, in order to gain insights about the role of brain connectivity in autism, as well as in healthy social interactions," says Tyszka. "About a third of people with AgCC also have autism, and altered connectivity in the corpus callosum has been found in autism. The remarkable compensation in brain functional networks that we found here may thus have important implications also for understanding the function of the brains of people with autism."

The work in the paper, "Intact bilateral resting-state networks in the absence of the corpus callosum," was carried out in the laboratory of Ralph Adolphs, Bren Professor of Psychology and Neuroscience at Caltech, with the help of postdoctoral scholar Daniel Kennedy. It was supported by funding from the Gustavus and Louise Pfeiffer Research Foundation, the Simons Foundation, the National Institute of Mental Health, and the National Alliance for Research on Schizophrenia and Depression.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

BOLETIM INFORMATIVO ABRASCO



ABRASCO na Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde

O Presidente da ABRASCO, Luiz Augusto Facchini e a vice-presidente, Lígia Bahia, estarão representando a Associação durante a Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, de 19 a 21 de outubro no Rio de Janeiro. A abertura será realizada hoje, às 14h, e contará com a presença da Diretora Geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, e do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A Conferência reunirá os representantes de mais de 100 países para debater estratégias e metodologias e assumir o compromisso coletivo de combate às iniquidades em saúde, através da ação sobre seus determinantes sociais. O evento será tansmitido na íntegra, via internet, pelo Canal Saúde, com áudio em  português, espanhol, inglês e francês. Confira a programação e documentos de referência no site da Conferência e acompanhe as apresentações acessando o link http://www.canal.fiocruz.br/determinantes/.


Presidente da ABRASCO participa da Oficina Internacional do projeto ELSI-Brasil

Foto: Daniel CheddarO presidente da ABRASCO, Luiz Augusto Facchini, participou da Oficina Internacional do Projeto Estudo Longitudinal de Saúde e Bem-estar dos idosos" (Elsi-Brasil), realizada nos dias 17 e 18 de outubro, no Rio de Janeiro. No segundo dia do encontro Facchini fez a apresentação “Uso dos Serviços de Saúde entre os Brasileiros da Terceira Idade” e na parte da tarde participou do debate sobre a implementação do projeto. O Elsi-Brasil é um estudo de corte nacional para verificar os determinantes, a longo prazo, das condições de saúde e bem-estar da população idosa e será parte de um consórcio internacional do qual também participam Estados Unidos, Inglaterra, China, Índia e países europeus. Também participaram do evento: Paulo Gadelha (Presidente da Fundação Oswaldo Cruz), Ana Luiza D´Ávila (Decit/MS), Michael Marmot (University College London), James Smith (RAND Corporation), Axel Borsch-Supan (University of Mannheim), Yaohui Zhao (Peking University), James Macinko (New York University), entre outros. Confira a programação aqui.


E se fosse sua mãe?

Ligia Bahia, vice-presidente da ABRASCO e professora de Economia da Saúde no Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC/UFRJ), publicou o artigo "E se fosse sua mãe?", no Jornal O Globo, no dia 17 de outubro. Nesta oportunidade Lígia aponta que apesar da ênfase dada à correção dos problemas financeiros e de gestão do SUS, questões como a humanização e qualidade da assistência prestada não podem ficar de lado. Para Lígia, "por mais que se desenhe um futuro no qual a mercantilização da saúde se imponha é improvável que alguém queira ser tratado em uma cabine virtual como um e-patient. Até o momento, as relações pessoais nas ações de saúde não caíram em desuso, e, sem pretensão, humanizam a inovação tecnológica e a gestão. A saúde tem problemas de gestão, de financiamento e políticos. A pompa com que se apresenta apenas um deles não pode servir para disfarçar a realidade e mesmo a verdade. Os que dizem que tudo pode ser solucionado com a correção de falhas na gestão, desde um posto de observação externo à saúde, sequer as reconhecem", afirma Lígia. Confira o artigo na íntegra.


Presidente da ABRASCO participa do Congresso SEE-SESPAS 2011 na Espanha

O presidente da ABRASCO, Luiz Augusto Facchini, esteve na Espanha, de 06 a 08 de outubro, representando a Associação na I Reunião das Sociedades Ibero-americanas de Epidemiologia e Saúde Pública e no Congreso da Sociedade Espanhola de Epidemiologia e Sociedade Espanhola de Saúde Pública e Administração Sanitária (SEE-SESPAS) 2011. O convite foi feito com o objetivo de fortalecer a integração com o intercâmbio de experiências, pesquisa epidemiológica e de saúde pública em ibero-américa, criando uma agenda de atividades anuais e trabalhando na proposta de organizar, a médio prazo, um congresso conjunto. O abrasquiano Cesar Victora, presidente da Associação Internacional de Epidemiologia (IEA), proferiu a Conferência Inaugural "Equidade e Saúde nos objetivos do milênio". Com o tema "Saúde e equidade em todas as políticas", os organizadores do Congresso SEE-SESPAS enfatizaram a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre os fatores políticos e sociais que fazem com que a probabilidade de estar saudável seja muito maior para alguns indivíduos ou grupos do que para outros integrantes da mesma sociedade. O evento promoveu uma reflexão sobre as características do sistema e dos serviços sanitários que mais influem na equidade na saúde e afetam as políticas de forma a que sejam mais efetivas na redução na iniquidade e na melhoria da saúde da população.


35a. Reunião da Comissão Intersetorial de Ciência e Tecnologia do CNS

Os vice-presidentes da ABRASCO, Lígia Bahia e Luis Eugênio Portela, participara da 35a. reunião da Comissão Intersetorial de Ciência e Tecnologia do Conselho Nacional de Saúde (CICT/CNS), realizada no dia 07 de outubro em Brasília. A pauta abordou a reestruturação da Comissão, a revisão de seu plano de trabalho e a realização da III Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (CNCTIS), em novembro de 2012. O evento terá como principais objetivos: avaliar resultados da II Conferência; aprofundar pontos prioritários em CT & I em Saúde em sintonia com a agenda de prioridades do CNS; Revisar a Agenda Nacional de Prioridades de Pesquisa em Saúde e; fortalecer a participação do controle social na avaliação de tecnologias em saúde. A CICT/CNS foi criada em 1991 com a finalidade articular o Sistema Único de Saúde, as instituições responsáveis pela formação dos cientistas e pela produção do conhecimento científico, as agências governamentais responsáveis pelo financiamento da pesquisa, o setor produtivo de tecnologias e insumos para a saúde, e, os representantes da sociedade civil, para a formulação das diretrizes e princípios da política nacional de ciência e tecnologia em saúde, visando a definição de prioridades e estabelecimento de mecanismos de avaliação e controle social a serem propostos ao Plenário do Conselho Nacional de Saúde, órgão responsável pela formulação da política nacional de saúde e pelo controle social no SUS. A próxima reunião da Comissão está marcada para o dia 03 de fevereiro de 2012.


II Seminário da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS)
A conselheira da ABRASCO, Mariângela Cherchiglia, e a pesquisadora da ENSP/Fiocruz, Maria do Carmo Leal, representaram a ABRASCO durante o II Seminário da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizado nos dias 6 e 7 de outubro, em Brasília. O evento teve como objetivo apresentar a Pesquisa e colocar em pauta as atualizações, conquistas e desafios do projeto, discutir o plano amostral, os indicadores, o acesso e o processo de consolidação do questionário, entre outros temas. Clique nos links a seguir para conferir a programação do seminário, ver o documento encaminhado pela ABRASCO em setembro ao Secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Dr. Jarbas Barbosa, com o posicionamento da Diretoria da ABRASCO sobre o Suplemento Nacional de Saúde da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e a PNS e a edição de setembro da Revista Ciência & Saúde Coletiva dedicada à PNAD.


III Fórum Nacional de Políticas de Saúde

O III Fórum Nacional de Políticas de Saúde no Brasil foi realizado, no dia 06 de outubro, no Auditório do Interlegis do Senado Federal. O evento, organizado pelo Instituto Brasileiro de Ação Responsável e coordenado pela Agência Íntegra Brasil, colocou em pauta temas como: o cenário atual das políticas de saúde no Brasil, gestão e financiamento do SUS, políticas públicas de envelhecimento, o enfrentamento das doenças crônicas e estratégias para o futuro do setor saúde no Brasil. A representante da ABRASCO, Felipe Cavalcanti (UFV), fez a mediação dos debates.


Reunião da Comissão de Ciência e Tecnologia da ABRASCO na Fiocruz

A Comissão de Ciência e Tecnologia da ABRASCO esteve reunida nos dias 4 e 5 de outubro, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. No início da reunião o coordenador da Comissão e vice-presidente da ABRASCO, Luis Eugenio Portela, destacou que o momento político atual "em que se discute o financiamento da saúde, e a importância de articular esse debate com a contribuição da saúde para o desenvolvimento nacional, seja como setor produtivo de bens industriais, seja como setor de serviços". Mais detalhes aqui.


Financiar o SUS Universal Sem Tergiversar

Foto: Virgínia Damas - CCI/ENSP/Fiocruz."Financiar o SUS Universal Sem Tergiversar" e o título do artigo publicado pela vice-presidente da ABRASCO, Ligia Bahia, no Le Monde Diplomatique Brasil. No artigo, Lígia faz uma reflexão sobre o surgimento e trajetória do Sistema Único de Saúde, a garantia do direito à saúde, o subfinanciamento e o projeto de regulamentação da EC29, entre outros temas. "Um sistema de saúde degradado, pobre para pobres, adultera o nome e sobrenome de batismo do SUS constitucional. Não erradicaremos a miséria e pobreza enquanto nos situarmos entre os países com maior produto interno bruto e nossos indicadores específicos sinalizarem a perseverança de profundas iniquidades na exposição aos riscos e no acesso e utilização de ações e serviços de saúde. Sobre a mesa de negociações da regulamentação da EC-29 serão apresentados interesses e valores políticos, simbólicos e financeiros. Esforços concentrados em torno de concepções sobre a indissociabilidade do financiamento com a ampliação do direito à saúde aumentam as chances de aprovar no Senado uma regulamentação baseada na projeção de um SUS cujo tamanho e qualidade ajustem-se às necessidades de saúde e qualidade de vida das atuais e futuras gerações de brasileiros", afirma Lígia. Confira o artigo na íntegra.


I Fórum sobre a Prática do Apoio no SUS

O conselheiro da ABRASCO e relator da 14ª. Conferência Nacional de Saúde, Gastão Wagner de Souza Campos, está organizando junto com o grupo de pesquisaApoio Paidéia o I Fórum sobre a Prática do Apoio no SUS. O evento tem como objetivo promover o encontro, debate e aprendizado de trabalhadores da saúde, gestores e acadêmicos sobre a prática do Apoio tendo como orientação as interfaces possíveis com a Gestão, o Trabalho em Saúde e a Formação. O evento será realizado no dia 17 novembro, na Unicamp, e está oferecendo 300 vagas com inscrição online gratuita. Clique nos links a seguir para ver a programação e fazer a suainscrição.

Proteína manda sinal para o corpo acumular gordura

Proteína manda sinal para o corpo acumular gordura
"A galectina-12 parece sinalizar para as células de gordura é que é hora de conservar energia, em vez de queimá-la."
Proteína da gordura


Desativar uma proteína que desempenha um papel crucial no armazenamento de gordura pode ser um caminho para melhores tratamentos para o diabetes e para a obesidade.
Cientistas descobriram que cobaias sem a capacidade de sintetizar a proteína galectina-12 acumularam 40% menos gordura corporal.
Além disso, os animais apresentaram um incremento no metabolismo e uma menor resistência à insulina.
Sinalizador
"A galectina-12 parece sinalizar para as células de gordura é que é hora de conservar energia, em vez de queimá-la," explicou Fu-Tong Liu, da Universidade da Califórnia (EUA).
Tanto a quebra como o armazenamento da gordura são processos intimamente ligados, que envolvem diversos sinalizadores.
"Se nós pudermos interromper esse sinal, nós temos uma chance de melhorar o metabolismo das gorduras e reduzir a resistência à insulina em pacientes com obesidade e diabetes," continua ele.
Obesidade, insulina e diabetes
A obesidade é o principal sinalizador do desenvolvimento do diabetes - 80% das pessoas com diabetes tipo 2 têm sobrepeso ou são obesas.
Em seus estágios iniciais, o diabetes tipo 2 é caracterizado pela resistência à insulina.
O pâncreas continua produzindo insulina, mas, por alguma razão que ainda não se conhece, o corpo não consegue usar essa insulina de forma eficaz.
Depois de vários anos, a produção de insulina finalmente cai, os níveis de glicose no sangue sobem e o corpo já não consegue usar mais sua principal fonte de combustível.
É por isto que é tão importante descobrir formas de fazer com que o organismo lide melhor com a gordura, induzindo-o a fazer isto quando ele pára de fazê-lo normalmente.

Cientistas sequenciam genoma da maconha

Cientistas sequenciam genoma da maconha
Apenas o preconceito tem impedido que os benefícios desta planta sejam melhor utilizados - o cânhamo, largamente usado para produção de fibras, também possui seu ingrediente psicoativo.
Genoma da maconha


Pesquisadores canadenses sequenciaram o genoma da Cannabis sativa.
Quando esta planta é usada em suas múltiplas aplicações, ela é mais conhecida por sua variedade chamada cânhamo.
Quando ela é usada em sua "aplicação" mais conhecida, ela é chamada de maconha, ou marijuana.
Agora, o sequenciamento revelou as alterações genéticas que dão às diferentes variedades da mesma espécieCannabis sativa suas propriedades de produzir drogas.
Drogas na maconha e no cânhamo
O Dr. Jon Page, da Universidade de Saskatchewan, explica que uma única "chave genética" é provavelmente responsável pela produção do THCA (ácido tetrahidrocanabinólico), o precursor do ingrediente ativo da maconha.
"A análise do transcriptoma mostrou que o gene sintase THCA, uma enzima essencial na produção do THCA, é ligado na maconha, mas desligado no cânhamo," afirmou Page.
Mas, se o cânhamo não possui o THCA, ele possui uma outra substância psicoativa, chamada CBDA, ou ácido canabidiólico.
Aparentemente, a domesticação e o cultivo da maconha fez com que ela perdesse a enzima CBDA sintase, responsável pela produção da droga presente no cânhamo, porque as duas poderiam competir pelos mesmos metabólitos.
Preconceito
Essencialmente, isto significa que, ao longo de milhares de anos de cultivo, os plantadores de maconha selecionaram a Cannabis sativa até gerar duas linhagens distintas - uma para fibras e sementes, e outra para medicina.
A maconha vem sendo usada medicinalmente há mais de 2.700 anos, e continua sendo pesquisada por seus recursos farmacêuticos.
O sequenciamento genético da planta também mostra que apenas o preconceito tem impedido que os benefícios desta planta sejam melhor utilizados - o cânhamo, largamente usado para produção de fibras, também possui seu ingrediente psicoativo.
Comida e medicamentos
"As plantas continuam sendo uma fonte essencial de medicamentos, tanto como ervas medicinais quanto em compostos farmacêuticos," disse Page.
Ele e seus colegas afirmam esperar que o sequenciamento do genoma daCannabis sativa ajude a responder questões básicas sobre a biologia da planta, assim como o desenvolvimento de suas incontáveis aplicações.
As aplicações da maconha incluem de produtos farmacêuticos a óleos comestíveis de alta qualidade.
O óleo de semente de cânhamo é rico em ômega 6, um ácido graxo essencial.