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terça-feira, 12 de abril de 2011

Reciis Vol. 5, Nº 1 - Revista Eletrônica de Ciências e Inovação em Saúde


Vol. 5, No 1

Editorial - DOI:10.3395/reciis.v5i1.454pt
Maria Cristina Soares Guimarães, Josué Laguardia
Carlos Alberto Alves, Maria Tereza Serrano Barbosa, Asterio Kiyoshi Tanaka, Regina Maria Papais Alvarenga

Patricia Henning, Paula Xavier dos Santos, Érica de Castro Loureiro, Marcus Vinícius Pereira da Silva

Nilton Bahlis dos Santos, José Alberto de Francisco Rodríguez

Karla Travi, Karina Gulbis Zimmermann, Maria Teresa Soratto, Neiva Junkes Hoepers, Luciana Rosa, Maria Salete Salvaro, Maria Tereza Zanini, Luciane Bisognin Ceretta, Mágada Tessmann Schwalm

Luana Rosado Emil, Fernando Seffner, Carlos Alberto Steil

Julio Cezar Reis Danielski, Daniela Martí Barros, Fernanda Antoniolo Hammes de Carvalho

Jorge Lima de Magalhães, Adelaide Maria de Souza Antunes, Núbia Boechat
Márcia de Oliveira Teixeira, Ana Tereza Filipecki
Paulo Augusto Loncarovich Gomes, Karina da Paz Loncarovich
Antes que os Vaga-Lumes Desapareçam ou Influência da Iluminação Artificial sobre o Ambiente; Alessandro Barghini - DOI:10.3395/reciis.v5i1.442pt
Valdenize Tiziani
Filmografia de Humberto Mauro em ciência inovação e saúde; Humberto Mauro- DOI:10.3395/reciis.v5i1.451pt
Alice Ferry de Moraes

Sem Noção: zoação tem limite?; Labcities- DOI:10.3395/reciis.v5i1.453pt
Rosinalva Alves de Souza

2º Ciclo de Debates do Sistema Gestec - NIT -

Jardins suspensos da biologia cultivam células em 3D

Jardins suspensos da biologia cultivam células em 3D
Esta imagem mostra a célula na estrutura 3-D. O citoesqueleto da célula aparece em verde, a estrutura do jardim suspenso aparece em cinza e os suportes celulares aparecem em vermelho.
Células em 3D
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha, usaram a nanotecnologia para construir estruturas tridimensionais para cultivar células.
Tradicionalmente, as células são cultivadas em laboratórios sobre lâminas ou discos de Petri. As superfícies planas as forçam a crescer em duas dimensões, enquanto, nos órgãos reais, dentro do organismo, elas se organizam em 3-D.
O mais fascinante nesse desenvolvimento é que essas estruturas nanotecnológicas possuem suportes onde as células podem aderir e se interligar umas com as outras.
A adesão só é possível nesses pontos especialmente projetados para isso, e não com o resto da estrutura, o que transforma o aparato em uma espécie de jardim suspenso da era da nanotecnologia.
Controle do crescimento celular
O crescimento em 3-D simula o ambiente real das células, o que permite que elas funcionem de forma mais parecida com seu padrão normal, gerando experimentos mais realísticos.
Várias abordagens têm sido utilizadas para a cultura de células em ambientes tridimensionais, geralmente produzidas a partir de agarose, fibras de colágeno ou matrigel.
Mas todas essas abordagens têm uma deficiência em comum: elas são em sua maioria heterogêneas, com tamanhos aleatórios de poros.
A equipe do Dr. Martin Bastmeyer resolveu o problema criando os suportes, colocados com precisão na estrutura, eliminando o aspecto aleatório do desenvolvimento das células.
Desta forma, parâmetros tais como a forma da célula, o volume celular, desenvolvimento de força intercelular ou a diferenciação celular, podem ser determinados de forma sistemática em função da geometria externa da estrutura.
Adesão de proteínas
A nova estrutura é importante para a futura produção em larga escala de ambientes de crescimento tridimensional para culturas de tecidos necessários na medicina regenerativa, por exemplo.
O jardim suspenso da biologia é feito com um polímero flexível e que repele proteínas. No polímero, são construídos os suportes em formato de caixa, feitos com um material ao qual as proteínas aderem.

Composto de soja aumenta eficácia da radioterapia

Radioterapia com soja
Um componente presente na soja aumenta os efeitos da radiação para matar células do câncer de pulmão.
O composto natural pode assim, ser um complemento ao tratamento capaz de reforçar os efeitos da radioterapia, além de proteger os pacientes de seus efeitos colaterais.
A pesquisa, realizada por cientistas Universidade do Estado de Wayne, nos Estados Unidos, foi publicada na última edição do Journal of Thoracic Oncology.
Isoflavonas
"Para melhorar a radioterapia para o câncer de pulmão, estamos estudando o potencial de componentes naturais e não-tóxicos da soja, as isoflavonas, para ampliar o efeito da radiação contra as células do tumor e ao mesmo tempo proteger as células normais do pulmão contra danos causados pela radiação," explica Gilda Hillman, que liderou a equipe de pesquisadores.
"Essas isoflavonas naturais da soja podem aumentar a sensibilidade das células cancerosas aos efeitos da radioterapia, inibindo os mecanismos de sobrevivência que as células cancerosas ativam para se proteger.
"Ao mesmo tempo, as isoflavonas da soja também podem atuar como antioxidantes, que protegem os tecidos normais contra danos não intencionais da radioterapia," disse Hillman.
Reparo do DNA
Hillman e sua equipe demonstraram que as isoflavonas de soja aumentam a morte das células cancerosas por radiação bloqueando os mecanismos de reparo do DNA, que são ativados pelas células cancerosas para sobreviver aos danos causados pela radiação.
As células do câncer de pulmão humano, chamadas A549, que foram tratadas com isoflavonas de soja antes da radiação, apresentaram mais danos ao DNA e menor atividade de reparação do que as células que receberam somente a radioterapia.
Isoflavonas da soja
Os pesquisadores utilizaram uma formulação com as três principais isoflavonas encontradas na soja - genisteínadaidzeína e gliciteína.
Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que a genisteína pura tem atividade antitumoral em linhagens de células do câncer de pulmão, além de otimizar os efeitos do receptor do fator de crescimento epidérmico - os inibidores da tirosina quinase.
O estudo de Hillman mostrou que a mistura de soja teve um efeito antitumoral ainda maior do que a genisteína pura.
A mistura de soja também é consistente com os comprimidos de isoflavonas de soja utilizados em estudos clínicos, que já se provaram seguros para uso humano.

Antibiotic Resistance Spreads Rapidly Between Bacteria

ScienceDaily (Apr. 11, 2011) — The part of bacterial DNA that often carries antibiotic resistance is a master at moving between different types of bacteria and adapting to widely differing bacterial species, shows a study made by a research team at the University of Gothenburg in cooperation with Chalmers University of Technology.


Antibiotic resistance-carrying plasmids from different bacteria can meet and exchange genetic material. The result is plasmids consisting of genes that have each been adapted to different bacterial species. This facilitates further adaptation and mobility, and consequently also the spread of antibiotic resistance between different bacterial species.

The results are published in an article in the scientific journal Nature Communications.

More and more bacteria are becoming resistant to our common antibiotics, and to make matters worse, more and more are becoming resistant to all known antibiotics. The problem is known as multi-resistance, and is generally described as one of the most significant future threats to public health Antibiotic resistance can arise in bacteria in our environment and in our bodies. Antibiotic resistance can then be transferred to the bacteria that cause human diseases, even if the bacteria are not related to each other.

A large proportion of gene transfer between bacteria takes place with the aid of what are known as conjugative plasmids, a part of the bacterial DNA. A plasmid can only exist and multiply inside a cell, where it uses the cell's machinery, but can then be transferred to another cell and in that way spread between bacteria.

The research team has studied a group of the known carriers of antibiotic resistance genes: IncP-1 plasmids. Using advanced DNA analysis, the researchers have succeeded in mapping the origin of different IncP-1 plasmids and their mobility between different bacterial species. "Our results show that plasmids from the IncP-1 group have existed in, and adapted to, widely differing bacteria. They have also recombined, which means that a single plasmid can be regarded as a composite jigsaw puzzle of genes, each of which has adapted to different bacterial species," says Peter Norberg, a researcher in the Institute of Biomedicine at the University of Gothenburg. This indicates very good adaptability and suggests that these plasmids can move relatively freely between, and thrive in, widely differing bacterial species.

"IncP-1 plasmids are very potent 'vehicles' for transporting antibiotic resistance genes between bacterial species. Therefore, it does not matter much in what environment, in what part of the world, or in what bacterial species antibiotic resistance arises. Resistance genes could relatively easily be transported from the original environment to bacteria that infect humans, through IncP-1 plasmids, or other plasmids with similar properties, as 'vehicles'," says Professor Malte Hermansson of the Department of Cell and Molecular Biology at the University of Gothenburg.

It has been known for some time that plasmids are important in the spread of antibiotic resistance. The research team's findings show that IncP-1 plasmids can move, and have moved, between widely differing bacterial species and in addition have interacted directly with one another, which can increase the potential for gene spreading.