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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Rupturas na aorta matam ao menos 2.000 americanos por ano

Rupturas na aorta podem ser desconhecidas à maioria das pessoas, mas elas matam pelo menos dois mil americanos por ano --e possivelmente mais, pois algumas das mortes podem ser erroneamente atribuídas a ataques cardíacos. As rupturas são mais comuns em homens do que em mulheres, e principalmente em pessoas entre 40 e 70 anos. Suas causas incluem pressão alta descontrolada, aterosclerose e uma tendência genética a tecidos fracos ou uma válvula anormal na aorta. Pode não haver nenhum sinal indicador antes da ruptura.

A aorta é a maior artéria do corpo humano, com mais de 2,5 centímetros de diâmetro em alguns pontos. Ela possui três camadas; a maioria dos rasgos ocorre na mais interna. Com isso, o sangue força sua passagem pela abertura e separa as camadas, ou as descasca --um tipo de lesão chamado de dissecção aórtica. Uma aba e um "falso canal" podem se formar dentro da aorta e impedir o fluxo sanguíneo. E a pressão do sangue pode continuar aumentando o rasgo e a aba.

Se o rasgo atravessar as três camadas e a aorta se romper, a morte pode ser quase imediata. Isso não ocorreu a Holbrooke, segundo um porta-voz.

Os rasgos são frequentemente --mas nem sempre-- associados a aneurismas, áreas salientes e enfraquecidas na parede da artéria. A pressão sanguínea alta pode contribuir a ambos os problemas.

Não se sabe se Holbrooke sofria de algum desses males. Sua família não concedeu entrevistas, e seus médicos não receberam permissão para falar com a imprensa.

Cirurgiões não associados ao caso afirmaram que Holbrooke provavelmente teve o tipo mais comum de ruptura, que ocorre na aorta ascendente --o início da veia, onde ela surge no topo do coração.

Em sua forma mais simples, os rasgos podem ser reparados ''com bastante facilidade'', disse Timothy J. Gardner, porta-voz da Associação Americana do Coração e cirurgião cardíaco que é diretor médico do Centro de Saúde Cardíaca e Vascular de Christiana Care, em Newark.

Gardner não conhecia os detalhes do caso de Holbrooke, mas disse: ''Temos de supor que ele teve uma dissecção aórtica complicada, envolvendo uma ou mais ramificações de sua aorta, e/ou os danos ao tecido e a hemorragia eram abrangentes e muito difíceis de lidar''.

Nessa situação, segundo ele, ''o procedimento cirúrgico pode ser realmente desafiador''.

Robert Michler, cirurgião-chefe do Centro Médico Montefiore, na cidade de Nova York, disse que se ele está na sala de operações no meio da noite, muito provavelmente a cirurgia é um reparo de aorta rompida. Os pacientes tendem a aparecer com sintomas durante a noite.

"Não sabemos exatamente o porquê disso", afirmou ele.

Um sintoma comum é uma dor forte e repentina no peito, costas ou pescoço.

Algumas pessoas dizem ter sentido uma sensação de rasgo ou laceração. Outros não sentem dor alguma. Alguns sentem falta de ar, pernas frias, pulsos anormais nos membros ou sintomas de derrames, como fraqueza e paralisia.

Algumas vezes, o bloqueio da circulação causa a falência de órgãos.

A variação dos sintomas pode dificultar o diagnóstico dos médicos, e levá-los a confundir o problema com um ataque cardíaco, um colapso dos pulmões ou uma úlcera.

Demoras no diagnóstico podem ser fatais, pois rupturas na aorta ascendente exigem uma cirurgia de emergência. Algumas pessoas morrem tão rapidamente que nem mesmo chegam ao hospital. Entre aqueles que chegam, se o problema não é diagnosticado e tratado em até 48 horas, metade não sobrevive.

De 80% a 90% dos pacientes sobrevivem à cirurgia, que envolve cortar a parte rompida da aorta --na maioria dos casos, diversos centímetros-- e substituí-la por um tubo de material sintético. A válvula aórtica também pode precisar ser reparada ou substituída, e as artérias coronárias podem precisar de uma ponte de safena.

As operações são longas e complicadas; o coração precisa ser parado e o paciente precisa ser conectado a uma máquina que assume as funções de bombear e oxigenar o sangue.

"Você simplesmente opera até terminar", disse Loren F. Hiratzka, cirurgião cardiotorácico e diretor de cirurgia cardíaca dos hospitais Bethesda North e Good Samaritan, em Cincinatti. ''Não é raro passarmos de quatro a oito horas lá dentro.''

Uma operação de 21 horas, como a de Holbrooke, só pode ser descrita como "heroica", disse Hiratzka, acrescentando: ''Se eles ficaram na sala de operações por 21 horas, nem posso imaginar com o que estavam lidando. Algumas vezes é como tentar consertar papel de seda molhado. As camadas da aorta ficam simplesmente em farrapos. As próprias camadas podem ficar muito frágeis, e difíceis de se arrumar."

Algumas vezes, segundo ele e outros cirurgiões, o tecido está tão fraco que nem segura um ponto, e eles passam horas costurando e tentando parar o sangramento.

Em alguns casos, pode ser um problema genético que deixa o tecido frágil e a aorta propensa a rasgos. Certas condições genéticas, como a síndrome de Marfan, são conhecidas por predispor pessoas a esses problemas --mas pesquisadores acham que há outras mutações, ainda não identificadas, que também podem ter algum papel.

Anormalidades na válvula aórtica também podem levar a rupturas. Na maioria das pessoas, a válvula possui três folhas que abrem e fecham para controlar o fluxo sanguíneo, mas em algumas ela possui apenas duas --o que pode fazer com que o sangue esguiche contra a parede da aorta num rápido borrifo, como água numa mangueira parcialmente bloqueada. Esse borrifo pode escavar buracos na parede da artéria.

''Tenho algumas imagens extraordinárias de uma parede aórtica, que removi de um paciente com aneurisma, mostrando crateras como as da lua na parede da artéria, onde a aorta havia sido atingida e tentara curar a si mesmas'', afirmou Michler, cirurgião-chefe do Montefiore. ''Isso havia acontecido em meia dúzia de lugares.''

Exames de tomografia computadorizada conseguem detectar aneurismas e identificar pessoas com riscos de rasgos ou rupturas, segundo Michler. Se um aneurisma está se desenvolvendo, os médicos conseguem monitorá-lo e operá-lo se ele crescer demais. Mas não se sabe se Holbrooke havia se submetido a raios-X ou exames de tomografia, ou se ele teve qualquer motivo para se submeter a esses procedimentos.

Alguns especialistas acreditam que qualquer pessoa com um aneurisma ou rasgo aórtico tem grandes chances de ter alguma doença genética oculta. Assim, sempre que um paciente apresenta um aneurisma aórtico, disse Hiratzka, é importante que os familiares mais próximos --irmãos, filhos e pais-- sejam testados por problemas similares.

Responsável pelas infecções, estafilococo prefere sangue humano ao de animais

Cientistas finalmente encontraram uma resposta para um dos grandes mistérios sobre uma das mais mortais bactérias, o Staphylococcus aureus. Ela ataca principalmente humanos, e não animais, e responde pela morte de cem mil norte-americanos anulamente.

Pesquisadores da Universidade Vanderbilt (em Tenessee, nos EUA) relatam que o estafilococo evoluiu para se focar em áreas específicas da hemoglobina humana, de forma a estourar a molécula e se alimentar do ferro em seu interior. As pessoas resistentes ao estafilococo, suspeitam, podem ter leves variações genéticas que ajustam as regiões da hemoglobina procurada pela bactéria, tornando-as impenetráveis ao ataque.

O estudo é parte de uma visão mais geral sobre genes e doenças. Com novas ferramentas para examinar em detalhes as leves variações genéticas, pesquisadores estão se perguntando por que algumas pessoas contraem certas doenças e outras não, e por que algumas morrem de doenças que outros simplesmente ignoram. Com o estafilococo, por exemplo, 30% da população carrega a bactéria em seus narizes, sem mostrar sinais de infecção.

Especialistas em estafilococos dizem que a descoberta, publicada na edição de 16 de dezembro da "Cell Host & Microbe", responde a muitas perguntas sobre a bactéria e indica novas direções para pesquisas. "É um trabalho impressionante", diz Frank DeLeo, chefe de patogênese bacteriana humana no Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas. "Isso está movendo toda a área para frente."

O trabalho começou em 2002, quando Eric P. Skaar era estudante de pós-doutorado e fascinado pelo estafilococo. "Essa bactéria é a pior ameaça à saúde pública", afirma ele. "Ela é a principal causa de infecções cardíacas e de pele, a principal causa de infecções em tecidos moles. É uma grande causa da pneumonia. É a causa número um das infecções hospitalares."

A bactéria pode estabelecer residência em qualquer tecido do corpo. Porém, como todos os organismos, precisa de ferro, e Skaar imaginava como ela o obtinha. A resposta, descobriu, é que a bactéria "estoura glóbulos vermelhos e agarra o ferro". Mais recentemente, como professor-associado na Vanderbilt, Skaar fez uma pergunta que ninguém jamais havia pensado em fazer: "Será que a bactéria gosta de algumas hemoglobinas mais do que outras?"

Ele criou estafilococos em laboratórios, dando-lhes sangue de diferentes animais --de camundongos a babuínos a seres humanos. Eles definitivamente preferiam sangue humano, relatou Skaar no novo artigo, mas havia também uma clara tendência: quanto mais alto o animal estava na escala evolutiva, mais a bactéria gostava de seu sangue.

Skaar e seus colegas encontraram a proteína do estafilococo que se prende à hemoglobina e descobriram que ela se agarra a segmentos da proteína sanguínea que existem especificamente em humanos. Ela pode se prender a segmentos similares em hemoglobinas animais, mas com menos avidez.

CAMUNDONGOS

Finalmente, os pesquisadores infectaram dois grupos de camundongos. Um continha espécies comuns de laboratório, com hemoglobina normal. O outro possuía hemoglobina metade humana e metade camundongo. O resultado é que a classe com hemoglobina de humanos e camundongos teve dez vezes mais bactérias crescendo em seus órgãos.

Isso explica por que é tão frustrante estudar infecções por estafilococos em cobaias, disse Mark S. Smeltzer, da Universidade do Arkansas. Pesquisadores usam os roedores, que são baratos e prontamente disponíveis, para desenvolver tratamentos e vacinas contra a bactéria, mas sempre foi muito difícil infectá-los --os cientistas precisam injetar neles uma quantidade tão grande de bactéria que, segundo Smeltzer, "tudo acaba ficando irreal".

A quantidade era imensamente maior do que o necessário para muitas, se não a maioria, das infecções em humanos, explica ele. O novo estudo sugere, porém, uma maneira de contornar o problema: usar cobaias com hemoglobina humana.

Para Skaar, o resultado também indica uma resposta a uma das questões mais prementes sobre infecções por estafilococos em humanos: por que um terço da população tem a bactéria no nariz e não fica doente, enquanto para os outros, uma infecção por estafilococo pode ser fatal?
"Na minha opinião, essa é a pergunta mais importante sobre a bactéria atualmente", diz Skaar. Seu trabalho, segundo ele, indica a existência de fatores genéticos que determinam a suscetibilidade a infecções entre espécies. Existiriam também fatores genéticos que determinam a suscetibilidade dentro de uma espécie, a espécie humana?

O cientista está tentando descobrir: existem pequenas diferenças genéticas bem caracterizadas em hemoglobinas em meio a diferentes pessoas, e o Centro de Medicina Vanderbilt possui um banco de genes com o DNA de milhares de seus pacientes. Skaar está usando esse banco para examinar os genes da hemoglobina de todos os pacientes que tiveram infecções por estafilococos, e compará-los às sequências de genes de pacientes que não foram infectados.

Ele espera que, caso haja variações entre hemoglobinas humanas que determinem a suscetibilidade à bactéria, ele provavelmente as encontrará. Sua esperança, disse ele, é que no futuro um paciente entre num hospital e, como parte de um pré-atendimento de rotina, os médicos determinem, pela hemoglobina da pessoa, se devem se preocupar com o estafilococo ou não. Aqueles que fossem suscetíveis receberiam antibióticos intravenosos antes de procedimentos de risco, como cirurgias. "Essa é a possibilidade mais instigante", afirmou Skaar. "Simplesmente saber que você é mais suscetível seria de grande valor."

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Estudo desenvolve anti-inflamatório a partir de árvore amazônica

A Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, da USP, está desenvolvendo um anti-inflamatório a partir do óleo da copaíba, árvore encontrada em todo o país, principalmente na Amazônia.

Antes da chegada dos portugueses ao Brasil, os índios já utilizavam o óleo como remédio, que é encontrado até hoje em ferias e lojas de fitoterápicos.

Popularmente, ele possui propriedades anti-inflamatória, antimicrobiana e cicatrizante, mas segundo o coordenador do estudo, o professor Osvaldo de Freitas, apenas a primeira foi comprovada.

Segundo o autor, ainda há muitos passos antes de produzir algo que possa ser comercializado. "Medicamento é diferente de remédio. Como remédio, o óleo de copaíba já é usado, mas medicamento precisa passar por vários testes científicos e ser registrado pela Anvisa", disse.

A formulação já foi aprovada para uso em animais e deve começar a ser testada em seres humanos --testes clínicos-- em breve.

Sistema desenvolvido em universidade combate infecção hospitalar com luz intensa

Pesquisadores escoceses desenvolveram um processo de desinfecção permanente, inofensivo à saúde humana, que não requer treinamento específico e de ampla eficácia, que pode penetrar até no canto mais oculto de um quarto de hospital.

A nova luz pode ser usada na presença dos pacientes e durante atividades de rotina do hospital, afirma a microbiologista Michelle Mclean, uma das responsáveis pelo estudo.

"Esse método é o primeiro do gênero. Os procedimentos atuais de descontaminação de quartos envolvem gases esterilizantes ou luz ultravioleta, o que requer o esvaziamento do local", diz Mclean.

Disco de petri sob luz de alta intensidade que desinfeta ambientes
Disco de petri sob luz de alta intensidade que desinfeta ambientes
A invenção foi batizada de Sistema de Descontaminação Ambiental de Luz HINS (sigla em inglês para High-Intensity Narrow-Spectrum -luz de alta intensidade e espectro estreito).

O sistema, criado na Universidade de Strathclyde, encontra-se em processo de comercialização e estará disponível a instituições de saúde de todo o mundo a partir do ano que vem.

PROTEÇÃO A MAIS

Testes clínicos com a nova tecnologia indicaram eficácia 60% superior à apresentada pelas operações de desinfecção tradicionais.

No entanto, afirmam os pesquisadores, o objetivo não é substituir, e sim adicionar o sistema aos métodos convencionais.

"É conhecida a dificuldade em determinar exatamente de que forma a redução de bactérias resulta na diminuição de infecções associadas ao tratamento hospitalar, mas hoje se entende que, quanto mais limpo o ambiente, menor o risco de adquirir infecções."

O sistema escocês descontamina o ar e todas as superfícies expostas à luz HINS.

"As ondas desse tipo de iluminação excitam as moléculas existentes nas bactérias, produzindo reações letais a micro-organismos como o Staphylococcus aureus", diz a microbiologista.

SUPERBACTÉRIAS

O crescente aparecimento das "superbactérias" levou a equipe de pesquisadores -formada por um engenheiro elétrico, dois microbiologistas e um físico especializado em óptica- a iniciar estudos no tema em 2006.

Dois anos depois, o método passou a ser testado no Glasgow Royal Infirmary, hospital público escocês.

No Brasil, o índice de infecção hospitalar pode chegar a 16 casos a cada mil dias de internação. Nos Estados Unidos, essa proporção se reduz a 8 por mil.

Debelar o problema completamente é, nas condições atuais, uma quimera, explica o infectologista Jorge Amarante, coordenador da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do hospital Samaritano.

"As CCIHs em todo o mundo têm como meta a diminuição da velocidade com que aparece a resistência bacteriana, mas ela é inevitável e atingiu um alto grau de complexidade."

Para o infectologista, uma das maiores causas para o problema é a falta de pesquisas que derivem em novos antibióticos.

"Estamos vivendo uma crise mundial de investimento em saúde. Enquanto não houver uma tomada de posição por parte dos órgãos internacionais, vai haver cada vez mais superbactérias."

Estudo associa estrutura do cérebro a sociabilidade

Imagem computadorizada de um cérebro mostra amígdalas em cor azul; Estudo associa estrutura do cérebro a sociabilidade
Imagem computadorizada de um cérebro mostra
amígdalas em cor azul.
Cientistas americanos dizem ter encontrado uma associação entre a sociabilidade de um indivíduo e o tamanho de sua amígdala – pequena estrutura de forma amendoada encontrada no cérebro, e não o órgão na garganta.

O estudo, feito por pesquisadores do Hospital Geral Massachusetts e da Universidade Northeastern, em Boston, Massachusetts, foi publicado na revista científica Nature Neuroscience.

O trabalho confirma resultados de estudos anteriores, envolvendo outras espécies de primatas, mostrando que animais que vivem em grupos sociais maiores têm amígdalas maiores.

"Sabemos que primatas que vivem em grupos sociais maiores têm uma amígdala maior, mesmo quando se leva em conta o tamanho total do cérebro e do corpo", disse Lisa Feldman Barrett, que chefiou o estudo.

"Consideramos uma única espécie de primata – a humana – e descobrimos que o volume da amígdala se correlacionou positivamente com o tamanho e complexidade de redes sociais em humanos adultos".

Os pesquisadores também analisaram outras estruturas subcorticais dentro do cérebro e não encontraram evidências de um relacionamento similar entre essas estruturas e a vida social de humanos.

Também não foram encontradas associações entre o volume da amígdala e outras variáves sociais na vida de humanos – como índices de satisfação social, por exemplo.

"A associação entre o tamanho da amígdala e o tamanho e complexidade da rede social foi observada tanto em indivíduos mais velhos como mais novos, homens e mulheres", disse Bradford Dickerson, da Escola Médica Harvard, em Cambridge, Massachusetts, outro cientista que participou do estudo.

"E a associação é específica à amígdala, porque o tamanho e complexidade da rede social não foram associados ao tamanho de outras estruturas do cérebro", acrescentou.

Questionários
 
Os pesquisadores pediram aos 58 participantes do estudo que respondessem perguntas sobre o tamanho e a complexidade de suas redes sociais.

As perguntas se referiam ao número total de contatos sociais regulares que cada participante mantinha, assim como o número de grupos diferentes a que esses contatos pertenciam.

Os participantes, com idades entre 19 e 83 anos, também foram submetidos a exames de ressonância magnética para que os cientistas pudessem obter informações sobre uma série de estruturas presentes no cérebro, incluindo o volume da amígdala.

Barrett disse que os resultados do estudo são consistentes com a "hipótese do cérebro social", uma teoria segundo a qual a amígdala humana teria evoluído em parte para permitir que o homem lidasse com uma vida social cada vez mais complexa.

"Mais pesquisas estão sendo feitas para tentar estabelecer de que forma a amígdala e outras regiões do cérebro estão envolvidas no comportamento social de humanos", ela disse.

"Nós e outros pesquisadores estamos tentando entender também como anormalidades nessas regiões do cérebro podem prejudicar o comportamento social em distúrbios neurológicos e psiquiátricos".