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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Cuba registra taxa mais baixa da história de mortalidade infantil

País fechou 2010 com taxa de 4,5 pessoas mortas a cada 1000 nascidas.
Em 2009, indicador estava em 4,8.

Cuba mortalidade 1
Mortalidade infantil ficou em 4,5 no ano de 2010,
menor que os 4,8 de 2009
Cuba fechou 2010 com uma taxa de mortalidade infantil de 4,5 por 1.000 nascidos vivos, a mais baixa de sua história, o que posiciona o país como melhor no lugar da América quanto a esse indicador, afirmou nesta segunda-feira (3) o jornal oficial Granma.

"A taxa alcançada em 2010 - sem precedentes em Cuba - é a confirmação de um colossal esforço de um país pobre e criminalmente bloqueado (pelo embargo dos Estados Unidos), que conseguiu reduzir a mortalidade infantil", diz o jornal na primeira página.

A taxa de mortalidade infantil em Cuba, em 2009, registrou 4,8 por 1.000 nascidos vivos, segundo os dados oficiais. Informes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) situam Cuba com taxas de mortalidade semelhantes às do Canadá, numa situação melhor que a dos Estados Unidos.

Em 2010, foram registrados 127.710 nascimentos na Ilha - de 11,2 milhões de habitantes -, uma diminuição da natalidade de 2.326 na comparação com 2009. Cuba dedica mais de 60% de seu orçamento à educação e à saúde - que são gratuitos desde a vitória da revolução de 1959.

Ação do hormônio leptina em região do hipotálamo desencadeia o amadurecimento sexual

Ação do hormônio leptina em região do hipotálamo desencadeia o amadurecimento sexual


 Leptin’s effect on puberty in mice is relayed by the ventral premammillary nucleus and does not require signaling in Kiss1 neurons

Obesidade e puberdade
Um grupo coordenado pela neurocientista brasileira Carol Elias deu um passo importante para desvendar os mecanismos bioquímicos de um fenômeno que vem alarmando médicos norte-americanos: a antecipação da puberdade feminina.

Depois de quase uma década de investigação que começou no Brasil, com financiamento da FAPESP, da Capes e do CNPq, e terminou nos Estados Unidos, com apoio dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), Carol e sua equipe identificaram a região cerebral em que o hormônio leptina age despertando o amadurecimento sexual. É o núcleo pré-mamilar ventral.

“Há um mecanismo bioquímico delicado que informa ao cérebro que o organismo está pronto para reproduzir”, disse Carol, ex-professora na Universidade de São Paulo (USP) e atualmente pesquisadora na Universidade do Texas. E quem dá esse recado ao cérebro é a leptina, hormônio secretado pelas células de gordura, mais conhecido por despertar a sensação de saciedade e reduzir a fome.

Anos atrás surgiram as primeiras pistas de que esse hormônio iniciava uma cadeia de reações químicas que levam ao desenvolvimento dos órgãos sexuais e à fertilidade. Camundongos e seres humanos que não produzem leptina não entram na puberdade, período em que começam transformações fisiológicas que preparam o corpo para procriar.

De 1997 a 1999, período em que passou na Universidade Harvard, Carol colaborou com a identificação das regiões cerebrais que produzem receptores de leptina, proteína à qual o hormônio de mesmo nome se liga estimulando o funcionamento das células cerebrais (neurônios).

Entre as regiões do hipotálamo que expressam receptores de leptina, uma chamou a atenção: o núcleo pré-mamilar ventral. Esse grupo de células, como já havia sido demonstrado por outro brasileiro, Newton Canteras, pesquisador da USP, se conecta a regiões cerebrais produtoras do hormônio liberador de gonadotrofinas, responsável por estimular a secreção de outros hormônios sexuais.

Mas a comprovação de que era esse núcleo que mediava a ação da leptina no início da puberdade levou mais tempo. Convidada pelo neurocientista Joel Elmquist a integrar sua equipe no Texas, Carol e os pesquisadores José Donato Júnior, Roberta Cravo e Renata Frazão desenvolveram em laboratório um camundongo geneticamente modificado para, em certas condições, produzir o receptor de leptina apenas no núcleo pré-mamilar ventral. A estratégia deu certo, relatam os pesquisadores em artigo publicado no dia 22 na revista Journal of Clinical Investigation.

As fêmeas de camundongo inférteis entraram na puberdade e se tornaram capazes de procriar quando se estimulou a produção do receptor de leptina exclusivamente no núcleo pré-mamilar ventral. “As células desse núcleo passaram a reconhecer a presença da leptina, induzindo o amadurecimento sexual”, explicou Carol.

A provável explicação é que os neurônios do núcleo pré-mamilar ventral estimulam a atividade de células produtoras do hormônio liberador de gonadotrofinas que, por sua vez, induz a produção de outros hormônios sexuais. Essa cadeia de reações bioquímicas, que, por razão ainda desconhecida despertou a puberdade apenas nas fêmeas, ajuda a compreender porque uma proporção cada vez maior de meninas norte-americanas com 7 e 8 anos de idade estão entrando na puberdade, como mostrou estudo publicado em setembro na Pediatrics.

“É possível que as taxas mais elevadas de leptina em crianças obesas estejam estimulando regiões cerebrais que normalmente só seriam ativadas mais tarde”, disse Carol.

“Agora que identificamos o grupo de células responsáveis por mediar a ação da leptina no início da puberdade teremos condições de desvendar os mecanismos celulares, genéticos e bioquímicos envolvidos nesta função”, disse.


Fonte: Ricardo Zorzetto / Revista Pesquisa FAPESP / Agência FAPESP

Body Under General Anesthesia Tracks Closer to Coma than Sleep

under general anesthesia brain waves look like those of coma patient
DEEP SLEEP?: Some anesthesiologists are arguing for a 
shift in the way we think--and talk--about "going under"
Patients undergoing significant operations, such as major cardiac or transplant surgery, typically require general anesthesia. Butputting patients to "sleep" might not be the best way to describe the process, argued the authors of a new review paper, published in the December 30 issue of the New England Journal of Medicine. 


What anesthesiologists are really doing is closer to putting patients—close to 60,000 each day in the U.S.—into a drug-induced coma. "It's a reversible coma, but it's nevertheless a coma," says Emery Brown, a professor of anesthesiology at Harvard Medical School and coauthor of the paper. 

General anesthesia before major surgery dips brain activity (as measured by electroencephalogram, or EEG) down to levels akin to brain-stem death. For the most part, Brown has found that anesthesiologists talk about the process in colloquial terms, telling patients they will be "asleep," rather than "unconscious"—likely in an effort to not make a medical ordeal any scarier than it already needs to be. 

That approach is doing both patients and scientists a disservice, he argues. 

"It would be nice if your anesthesiologist could explain where drugs are going to be working," Brown says. Many clinicians, however, might be hard pressed to offer detailed neurological explanations for how each compound they administer is working on the nervous system. They are more likely to think of it in terms of "we turn the knob and they go to sleep," says Michael Alkire, an associate professor of anesthesiology at the University of California, Irvine, who was not involved in the new paper. 

Inducing a coma-like state does require careful monitoring, breathing and temperature support as well as a delicate balance of "hypnotic agents, inhalational agents, opioids, muscle relaxants, sedatives and cardiovascular drugs," Brown and his colleagues noted in their paper. 

The mechanisms behind this concoction, carefully devised though it might be, are not always well comprehended. Long thought of as a "black box," anesthesia now "can be explained and understood—it's not a mystery," Brown says. And researchers can further help to clear the field's fog by expanding the field of anesthesiology to collaborations with experts in other fields, such as sleep and coma research. 

Although anesthesiology and research on sleep and coma generally carry on independently of one another, "there's a way to think about them all in the same framework," Brown explains. And that common frame should be neuroscience, he says.

Alkire agrees that the coma model "is more appropriate," and that "shifting toward that view is going to be helpful" in moving the field forward. And bringing the disparate fields, including researchers from sleep and coma work, together makes sense because "it's all the same fundamental neuroanatomy." 

A push for more detailed neuroscience in the field might also help drive research toward new, more effective methods. Diethyl ether was a revolutionary tool in the 19th century that could knock people out before surgery, but it had some unpleasant side effects. "Now we need nuance" and more targeted tools like those cropping up in other areas of medicine, such as cancer treatment and screening, Brown notes. 

Anesthesia, Alkire says, "is still kind of on the level of 'we have a big hammer, and we hit you on the head, and you get knocked out.'" He and his colleagues have been working to find more "regional brain anesthesia that would change the state of consciousness," he explains. "I think we have a ways to go" he says but notes that they have had some promising leads by zeroing in on the thalamus in animal studies. But even if clinicians might not yet have more delicate tools to dip patients into surgery-ready unconsciousness, Alkire notes, "understanding how it works puts you in a position to do better anesthetics eventually—if not with the agents you have right now." 

And taking a deeper look at how drugs are working during anesthesia might also yield helpful models for different neurological disorders, Brown says, noting the similarities between EEGs in patients under general anesthesia and those in comas. 

On the more mundane front, advances in anesthesiology might also help with treatments for insomnia—but not in the ways one might think.

Traditional treatments often work on the same mechanisms as the drugs given to anesthetize patients before surgery, thus helping people conk out, but not necessarily replicating normal sleep patterns. By taking a closer look at the mechanisms at work during general anesthesia—and how some of the more widely prescribed sleeping meds behave in the brain—"we can ask 'is that the way we want to [treat insomnia]?'" Brown explains.

And those advances in turn could feed back into the field of anesthesiology, helping to reduce side effects of general anesthesia, such as postoperative cognitive decline. Better understanding of the coma-like state of general anesthesia could also shed light on patients who are in a more permanent vegetative state, who upon waking go through very similar stages as those coming up from general anesthesia—albeit much more slowly. The key, says Brown, is "taking time to understand these mechanisms" and applying them to fine tune the proverbial hammer—a challenge that he and his colleagues hope to announce progress on in the coming months.

Câncer de mama aumenta em jovens

Crescimento no número de casos é expressivo em todas as faixas etárias, mas é mais preocupante nas mulheres em idade reprodutiva, por ser mais agressivo e difícil de detectar; especialistas defendem rastreamento para todas a partir dos 40 anos de idade


O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) levantou o perfil das mulheres que passaram pelo hospital para tratamento de câncer de mama. Entre as 2.573 pacientes atendidas nos quase três anos de funcionamento da instituição, 15% têm menos de 45 anos. A mais jovem tinha, na época em que recebeu o diagnóstico, apenas 19 anos.
Paulo Liebert/AE
Inesperado. Adriana operou o primeiro tumor aos 39 anos
O coordenador do Setor de Mastologia do Icesp, José Roberto Filassi, diz que esse levantamento será feito também para outros tipos de câncer. Mama foi o primeiro justamente porque a incidência está aumentando em mulheres em idade reprodutiva. "Alguns defendem que há um aumento real, causado por mudanças de costumes. Outros dizem que os casos estão apenas sendo diagnosticados mais cedo. Os dois fatores pesam", afirma.
A grande preocupação é que a detecção da doença nas mulheres jovens é mais difícil. Primeiro porque elas não estão na idade em que exames são feitos rotineiramente e, mesmo quando a mamografia é realizada, a percepção do tumor é mais difícil. "A mulher jovem tem muito tecido glandular e pouca gordura. Isso dificulta a visualização dos sinais precoces do câncer", explica Afonso Nazário, do Departamento de Ginecologia da Unifesp.
Além disso, diz ele, o câncer de mama na mulher jovem costuma ser mais agressivo. Tem taxa de crescimento maior e mais risco de metástase. Mas, segundo Nazário, a incidência desse tipo de tumor cresce em todas as faixas etárias, não só em mulheres jovens. Levantamento feito pelo coordenador do Programa de Mastologia da Universidade Federal de Goiás, Ruffo de Freitas, confirma essa ideia. Ele analisou dados do Registro de Câncer de Base Populacional de Goiânia entre 2003 e 2008. Nas mulheres entre 20 e 49 anos, a taxa de crescimento anual foi de 4,8%. Entre as de 50 e 59 anos, de 6,3% e, entre as de 60 e 69 anos, de 5,8%%.
Quando ele avaliou o crescimento acumulado em todo o período, os resultados foram alarmantes: aumento de 134% entre mulheres de 20 a 29 anos; 104% entre 30 e 39; 127% entre 40 e 49 e 277% entre 50 e 59. Segundo Freitas, os dados de Goiânia refletem a realidade de todos os grandes centros urbanos do País e do mundo.
Especula-se que a explosão seja consequência da mudança no estilo de vida feminino. "No século 19, as mulheres menstruavam mais tarde e logo casavam e tinham filhos. Amamentavam mais tempo e entravam mais cedo na menopausa. A mama passava menos tempo sob o estímulo dos hormônios ovarianos", explica Nazário. Além disso, continua, a entrada no mercado de trabalho deixou a mulher mais predisposta a sofrer de estresse, depressão e ansiedade, fatores que enfraquecem as defesas do organismo contra o câncer.
Especialistas concordam que pouco se pode fazer para evitar o problema. A melhor forma de se proteger e diminuir a mortalidade é o diagnóstico precoce. "Não dá para a mulher jogar fora o que conquistou, sair do mercado de trabalho e voltar a ter um filho atrás do outro. Mas dá para detectar o câncer em fase inicial, quando é mais fácil tratar", afirma Nazário. Quando o tumor é diagnosticado e tratado quando o nódulo é menor que 1 centímetro, as chances de cura chegam a 95%.
 

domingo, 2 de janeiro de 2011

BOLETIM INFORMATIVO ABRASCO


ABRASCO coordena reunião preparatória do Movimento da Reforma Sanitária para primeira audiência com Alexandre Padilha

A ABRASCO está organizando uma reunião com os parceiros que integram o Movimento da Reforma Sanitária no próximo dia 03 de janeiro, depois da cerimônia de posse do novo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O encontro, coordenado pelo presidente da Associação, Luiz Augusto Facchini, será realizado na sede da Fiocruz Brasília e terá como objetivo atualizar análises e preparar a interlocução com o novo governo - discutindo propostas do Movimento para o Sistema Único de Saúde e a Saúde Coletiva - na primeira audiência com o novo ministro no dia seguinte, quando Padilha receberá em mãos o documento Uma Agenda Estratégica para a Saúde no Brasil. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, transmite o cargo ao seu sucessor na próxima segunda-feira, às 15h. O ato será no auditório Emílio Ribas, no térreo do edifício sede do Ministério.

Médico infectologista formado pela Unicamp, com especialização pela USP, Padilha coordenou o Núcleo de Extensão em Medicina Tropical do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP (Numetrop/USP), entre 2000 e 2004, período que foi também coordenador de Projetos de Pesquisa, Vigilância e Assistência em Doenças Tropicais, no Pará, realizado em parceria com a OPAS e o Fundo de Pesquisa em Doenças Tropicais da Organização Mundial de Saúde. Ainda em 2004, assumiu o cargo de Diretor Nacional de Saúde Indígena da Funasa, órgão ligado ao Ministério da Saúde.
 Nomeado ministro de estado chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República em setembro de 2009, Alexandre Padilha já atuava na coordenação política do governo Lula desde agosto de 2005, quando ingressou na Subchefia de Assuntos Federativos (SAF), a qual chefiou entre janeiro de 2007 e a posse como ministro. Membro do PT, Alexandre Padilha integrou a coordenação das campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (1989 e 1994) e de Dilma Roussef (2010). O ato de transmissão do cargo poderá será transmitido ao vivo pelo Datasus (www.saude.gov.br/emtemporeal) e pela Web Rádio Saúde (www.webradiosaude.com.br/radioonline).

Boletim impresso da ABRASCO apresenta consolidado de 2010

O número 105 do Boletim impresso da ABRASCO apresenta um consolidado que destaca as realizações da Associação durante 2010. Veja nesta edição: informações sobre as reuniões itinerantes da Diretoria, a entrega do documento "Uma Agenda Estratégica para a Saúde do Brasil" à presidente eleita Dilma Rousseff, a primeira reunião do Fórum de Coordenadores de Cursos de Graduação em Saúde Coletiva, a indexação da Revista Brasileira de Epidemiologia pela MedLine, a renovação da Revista Ciência e Saúde Coletiva (que passou a ser mensal), a inauguração do Café Saúde e Letras na Fiocruz Pernambuco, uma entrevista com Carlos Coimbra Jr. sobre o 1° Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição dos Povos Indígenas, as publicações técnico-científicas fruto do intercâmbio Brasil-Canadá, a criação da Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde, além de informações sobre o I Congresso Brasileiro de Política, Planejamento e Gestão em Saúde, o V simpósio Brasileiro de Vigilância Sanitária e o I Simpósio Brasileiro de Saúde Ambiental, entre outras notícias. A publicação está disponível aqui.

Propaganda e Obesidade

Carlos Augusto Monteiro, professor do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e integrante do GT Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva da ABRASCO, publicou o artigo "Propaganda e Obesidade" no jornal O Globo, no último dia 16 de dezembro. No artigo o pesquisador denuncia que "campanhas publicitárias milionárias e extremamente eficazes cuidam para ampliar vantagens dos produtos ultraprocessados, promovendo sua hiperpalatabilidade (´você não pode resistir´) e sua conveniência (´coma em qualquer lugar e a qualquer hora´), quando não estimulando diretamente o comer compulsivo (um desses produtos atende pelo sugestivo nome de "Sem parar"). Além disso, a não regulação do marketing desses produtos no Brasil permite sua oferta e propaganda em todos os ambientes (incluindo escolas, hospitais e farmácias), promoção por celebridades, uso de alegações saudáveis sem base cientifica comprovada, megadescontos na compra de megaporções, campanhas dirigidas especificamente a crianças e adolescentes, estratégias de venda-casada, uso de personagens e heróis do universo infantil, brindes e prêmios na compra dos produtos e tantas outras técnicas de marketing já proibidas em vários países." Para ver o artigo na íntegra clique aqui.

CNPq ganha nova sede em Brasília

Na segunda-feira, 27 de dezembro, durante a última reunião do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CNCT) do governo Lula, foi realizada oficialmente a primeira atividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em sua nova sede: um edifício com sistema de informática totalmente reformulado, com salas de reuniões e de videoconferências, auditório, restaurante e lanchonete. A partir de agora o CNPq poderá concentrar suas atividades em um único local, depois de 30 anos trabalhando em três prédios dispersos. O novo endereço do CNPq é SHIS QI 1, lote B, Lago Sul, Brasília. Mais informações: www.cnpq.br.

Trabalho, Educação e Saúde

A versão eletrônica do fascículo número 3 do volume 8 da Revista Trabalho, Educação e Saúde, periódico científico editado pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz já está disponível no site Já está no site www.revista.epsjv.fiocruz.br. Neste último número de 2010, o ensaio trata da centralidade e da imaterialidade do trabalho, articulando-as com classes sociais e luta política. Dois textos priorizam o trabalho em saúde: o primeiro, a partir do  território, compreendido como espaço da dinâmica social  e da produção do processo saúde-doença; e o segundo investiga os significados que o trabalho assume entre adolescentes.  Um terceiro artigo discorre sobre as especificidades da população rural quanto a se sentir saudável ou doente. A inclusão da odontologia no Sistema Único de Saúde (SUS) tem se acentuado na última década. Em dois textos, apresentamos os resultados de uma investigação sobre o  modo como os trabalhadores dessa área se veem na relação com o SUS  e os imbricamentos entre ética e formação profissional, no contexto de implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais no Ensino Superior brasileiro. Em um outro artigo, o tema saúde bucal é retomado sob a perspectiva do trabalho do profissional de nível médio. Ainda na seção Artigos, um texto faz a crítica da divulgação científica produzida pelo jornal Folha de S. Paulo a respeito de educação não-formal sobre reprodução assistida. Na seção Debate, que marca o último fascículo do ano de Trabalho, Educação  Saúde, uma discussão sobre as neurociências busca mapear as relações dessas disciplinas com o trabalho na educação e na saúde. Por fim, a revista apresenta um  relato de pesquisa que versa sobre sites que tratam de drogas de abuso.

Publicações

* Health Systems Institutional Characteristics: a survey of 29 OECD Countries (Valerie Paris, Marion Devaux and Lihan Wei. OECD HEALTH WORKING PAPERS No. 50, 2010-05-10. Organisation for Economic Co-operation and Development OECD 28-Apr-2010);
Tackling Chronic Disease in Europe - Strategies, interventions and challenges (Reinhard Busse, Professor and Director of the Department of Health Care Management at the Berlin University of Technology, and Associate Head for Research Policy of the European Observatory on Health Systems and Policies. Miriam Blümel, David Scheller-Kreinsen and Annette Zentner, research fellows at the Department of Health Care Management at the Berlin University of Technology. World Health Organization 2010, on behalf of the European Observatory on Health Systems and Policies);
* Solving the Problem of Childhood Obesity Within a Generation (US White House Task Force on Childhood Obesity. Report May 11, 2010);
* Improving Health Service Delivery in Developing Countries - From Evidence to Action (Editors: David Peters, Sameh; El-Saharty, Banafsheh Siadat, Katja Janovsky, and Marko Vujicic. The International Bank for Reconstruction and Development / The World Bank 2009);
* Algorithms for enhancing public health utility of national causes-of-death data (Naghavi M, Makela S, Foreman K, O´Brien J, Pourmalek F, Lozano R. Institute for Health Metrics and Evaluation, University of Washington. Population Health Metrics 2010, 8:9 - 10 May 2010);
* Can Foreign Policy Make a Difference to Health? (Sigrun Møgedal, Ministry of Foreign Affairs, Oslo, Norway, Benedikte Louise Alveberg, Consultant on foreign policy and global health, Oslo, Norway. PLoS Med 7(5): e1000274. doi:10.1371/journal.pmed.1000274 - May 11, 2010. This article is part of the PLoS Medicine Global Health Diplomacy series);
* Global, regional, and national causes of child mortality in 2008: a systematic analysis (Prof Robert E Black a , Prof Simon Cousens b, Hope L Johnson a, Joy E Lawn c, Prof Igor Rudan d, Diego G Bassani e, Prof Prabhat Jha e, Prof Harry Campbell d, Christa Fischer Walker a, Richard Cibulskis f, Thomas Eisele h, Li Liu a, Colin Mathers g. a Department of International Health, Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, Baltimore, MD, USA. b London School of Hygiene and Tropical Medicine, London, UK. c Saving Newborn Lives/Save the Children, Cape Town, South Africa. d University of Edinburgh Medical School, Edinburgh, UK. e Centre for Global Health Research, Li Ka Shing Knowledge Institute, St Michael´s Hospital, University of Toronto, Toronto, ON, Canada. f Global Malaria Programme, WHO, Geneva, Switzerland. g Department of Health Statistics and Informatics, WHO, Geneva, Switzerland. h Department of International Health and Development, Tulane University School of Public Health and Tropical Medicine, New Orleans, LA, USA. The Lancet: Available online 11 May 2010 - doi:10.1016/S0140-6736(10)60549-1); 
* Equity, social determinants and public health programmes (Edited by Erik Blas and Anand Sivasankara Kurup 2010, 300 pages. ISBN 978 92 4 156397 0. World Health Organization 2010);
* Benefit Incidence Analysis - Are Government Health Expenditures More Pro-rich Than We Think? (Adam Wagstaff. Policy Research Working Paper 5234 - The World Bank - Development Research Group. Human Development and Public Services Team- March 2010);
* Focusing on Obesity Through a Health Equity Lens – Second edition (Yoline Kuipers - EuroHealthNet. March 2010);
* Which New Approaches to Tackling Neglected Tropical Diseases Show Promise? (Jerry M. Spiegel 1,2,3, Shafik Dharamsi 2,3,4, Kishor M. Wasan 5, Annalee Yassi 1,6, Burton Singer7, Peter J. Hotez 8, Christy Hanson 9, Donald A. P. Bundy10. 1 School of Population and Public Health, Faculty of Medicine, University of British Columbia, Vancouver, B.C., Canada, 2 Centre for International Health, College of Health Disciplines, University of British Columbia, Vancouver, B.C., Canada, 3 Liu Institute for Global Issues, College for Interdisciplinary Studies, University of British Columbia, Vancouver, B.C., Canada, 4 Department of Family Practice, Faculty of Medicine, University of British Columbia, Vancouver, B.C., Canada, 5 Division of Pharmaceutics and Biopharmaceutics, Faculty of Pharmaceutical Sciences, University of British Columbia, Vancouver, B.C., Canada, 6 Global Health Research Program, College for Interdisciplinary Studies, University of British Columbia, Vancouver, B.C., Canada, 7 Emerging Pathogens Institute, University of Florida, Gainesville, Florida, United States of America, 8 George Washington University, Department of Microbiology, Immunology, and Tropical Medicine, and Sabin Vaccine Institute, Washington, D.C., United States of America, 9 United States Agency for International Development (USAID), Washington, D.C., United States of America, 10 The World Bank, Washington, D.C., United States of America. PLoS Medicine - May 2010 - Volume 7 - Issue 5 - e1000255);
Systemic capacity building: a hierarchy of needs (Christopher Potter1 and Richard Brough2. 1 Department of Epidemiology, Statistics and Community Medicine, University of Wales College of Medicine, Cardiff, UK and 2 EC Health and Family Welfare Programme Office, New Delhi, India. doi: 10.1093/heapol/czh038 Health Policy and Planning 19(5), HEALTH POLICY AND PLANNING; 19(5): 336–345 Oxford University Press).